<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438</id><updated>2011-07-08T02:19:51.969-03:00</updated><category term='f - Capítulo 4'/><category term='h - Capítulo 6'/><category term='j - Capítulo 8'/><category term='m - Capítulo 11'/><category term='a - A capa'/><category term='b - Apresentação'/><category term='e - Capítulo 3'/><category term='d - Capítulo 2'/><category term='i - Capítulo 7'/><category term='c - Capítulo 1'/><category term='k - Capítulo 9'/><category term='l - Capítulo 10'/><category term='g - Capítulo 5'/><title type='text'>A INTERNET ESTÁ GRIPADA</title><subtitle type='html'>(Versão BETA - Apenas para viciados em Twitter)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-8507633106193645240</id><published>2009-04-09T17:00:00.006-03:00</published><updated>2009-10-17T11:27:09.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a - A capa'/><title type='text'>A Capa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9d03NFtnhPA/Sd5U98Ep9II/AAAAAAAAALY/Iohf5gMTmYA/s1600-h/zig_twitter_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322785232672912514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9d03NFtnhPA/Sd5U98Ep9II/AAAAAAAAALY/Iohf5gMTmYA/s320/zig_twitter_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A INTERNET ESTÁ GRIPADA&lt;br /&gt;Autor: Luciano Bitencourt &lt;a href="http://twitter.com/zigbitencourt"&gt;@zigbitencourt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ano de publicação: 2009&lt;br /&gt;Capa: &lt;a href="http://www.karanguejo.com/"&gt;Karina Karanguejo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LICENÇA CREATIVE COMMONS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra é licenciada por uma licença CREATIVE COMMONS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribuição - Uso não-comercial - Compartilhamento pela mesma licença 2.5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode:&lt;br /&gt;- copiar, distribuir, exibir e executar a obra;&lt;br /&gt;- criar obras derivadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob as seguintes condições:&lt;br /&gt;- Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original.&lt;br /&gt;- Uso não-comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.&lt;br /&gt;- Compartilhamento pela mesma licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta, somente poderá distribuir a obra resultante com uma licença idêntica a esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer uma destas condições pode ser renunciada, desde que você obtenha permissão do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer direito de uso legítimo (ou fair use) concedido por lei ou qualquer outro direito protegido pela legislação local não são em hipótese alguma afetados pelo disposto acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-8507633106193645240?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/8507633106193645240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/8507633106193645240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/8507633106193645240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capa.html' title='A Capa'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9d03NFtnhPA/Sd5U98Ep9II/AAAAAAAAALY/Iohf5gMTmYA/s72-c/zig_twitter_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-2326273548761281181</id><published>2009-04-09T16:55:00.009-03:00</published><updated>2009-10-17T11:27:36.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='b - Apresentação'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“Não se pode reduzir a escrita a um registro da fala”&lt;/em&gt;, Pierre Lévy, em &lt;strong&gt;O Que é o Virtual?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2008, uma nova conta foi aberta no Twitter. Era a vez do micro-blogging reinar perante ao MSN, Orkut, YouTube, Blogger, WordPress, MySpace ou Linkedin. Se a vida ocasionou o trabalho de edição sempre presente no bico da pena, os 140 caracteres não causariam estranhamento. O labor na dinâmica plataforma é, ao contrário do tipo-limite, instigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas as características marcantes, a exemplo de outras propostas em &lt;em&gt;social media&lt;/em&gt;, que a priori compõem a base do Twitter: a mensagem e a rede. A primeira traz consigo toda a virtualidade que o texto encontra no seu próprio desdobramento dentro do contexto digital – com sua possibilidade infinita de transformação. Quanto à segunda, nas palavras de Tapscott e William, ao citar Boyd, são nas redes sociais que as pessoas estão “enfrentando questões tais como status, respeito, fofoca e confiança.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, não se considera haver algo de errado quando um adolescente de 17 anos possui mais de 1 mil amigos conectados ao seu perfil do Flickr, por exemplo. Mas discute-se bastante a questão do status com foco na popularidade, em virtude de se tratar de uma categoria que congrega muito mais relações superficiais, ou até mesmo nulas, do que efetivamente úteis. O interesse pelo número desqualifica a conexão por conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente desse quadro, a oferta no ciberespaço de uma base importante de formação e aprendizado das regras de vida social é uma constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conceberam o livro &lt;a href="http://www.wikinomics.com/blog/"&gt;Wikinomics&lt;/a&gt;, a dupla da &lt;a href="http://www.newparadigm.com/"&gt;New Paradigm&lt;/a&gt; não conhecia, mas imaginava, o Twitter. Este site indecente cuja identidade remete ao fusca do seu Agenor, à calcinha da Gabriela ou à geladeira Electrolux, ou GE, não me recordo bem, que meus pais tinham em casa quando eu ainda era criança. Pelo menos, essa foi uma das minhas primeiras impressões cromáticas em relação aquele azul adotado em fundos, pássaros, galhos e baleias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco antes do Carnaval deste ano iniciei efetivamente as twittadas (até então, não tinha entrado no pique). Foi um caminho divertido, contudo, tortuoso e obscuro. A rede já estava consolidada no Brasil, mas seus participantes não pregavam o diálogo solidário com leigos curiosos – o que, ao meu entender, destoa o conceito de código aberto. Pelo contrário, delegavam a si o direito de não explicar que diabos se fazia com “What are you doing?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratado para realizar um job como Analista de Redes Sociais, as mangas da camisa não foram poupadas – arregacei-as. A empresa, através de seus privilégios, sabia que o Twitter havia chegado nas redações da grande mídia, era questão de dias, ou de horas, a notícia ganhar as massas. Sem base para se posicionar diante essa realidade, queria uma descrição completa da ferramenta: como montar um perfil, o que atualizar, como reunir seguidores, administrar, apps, comercial, enfim, do que se tratava a nova febre da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tantas empresas disponíveis, contemplaram-me com a tarefa de esmiuçar o ambiente sugerido e de fornecer todos os dados capturados com precisão, independência e, o mais importante, com questionamentos. A ressalva, contudo, era a de que o perfil não fosse #fake, nem “comercial”, tinha que ser particular e real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização, devo confessar desde já, não está entre as minhas principais habilidades, mas isso foi sanada com ajuda extra. No entanto, minha tarefa era passar 30 dias no Twitter, avaliando todo o fluxo de usuários e observando com cuidado o comportamento dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui intruso, fui educado. Fui fuçador, fui recatado. Fiz de tudo um pouco. Cerca de 16hs por dia. Construir um largo contato e um feedback muito positivo com os estrangeiros surgiu como o primeiro resultado. O inglês parco e detestável nos mal traçados tweets não criou barreiras, e a conexão alastrou-se por norte-americanos, canadenses, belgas, holandeses, australianos, entre outras nacionalidades. Em contrapartida, cada investida numa aproximação com brasileiros resultava 80% em desafetos, malcriações e desrespeito por parte do contatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não era eles, sou eu. Sob os raios mortais da insegurança, o ser humano sente-se ameaçado, constrói a blindagem. Quem tem &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, tem medo. Por isso, não repreendo ninguém, nem me atrevo a direcionar-lhes qualquer crítica que seja. É importante salientar, e pouco se fala nisso, que nas redes sociais – assim como na vida real – você ganha e perde contatos, faz e desfaz amigos, agrada e desagrada pessoas. Esteja preparado: é impossível agradar gregos e troianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ofício era um paga-pão. Era B.I. (business intelligence), um negócio. Dei a cara à tapa, pois acredito que, bem ou mal, quando se tem um perfil real em qualquer rede social a resposta é mais concreta. Se a procura era por informações estratégicas, não havia dúvida de que os dados mais preciosos viriam com muita dificuldade. Mergulhar em águas profundas. Eis a ênfase que Lynch adotou em seu último compêndio de notas e meditações. Em águas rasas estão os peixes menores, os grandes estão lá no fundo, nos ensina o grã-mestre do cinema/multimídia contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 09/03/2009, o Estadão trouxe a matéria “&lt;a href="http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=15456"&gt;Twitter reúne diferentes aspectos da Internet&lt;/a&gt;”. Uma extensa cobertura sobre o tema, a primeira do gênero na grande mídia brasileira. A partir dai, o Twitter sofreu uma invasão de novos usuários. Nomes populares como &lt;a href="http://twitter.com/rafinhabastos"&gt;@rafinhabastos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitter.com/interney"&gt;@interney&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt; se tornaram, uma vez já não fossem, verdadeiras celebridades. Em seguida foi a Folha de São Paulo/UOL e, então, a plataforma deixou as capas de revistas especializadas para entrar com força total na casa, e na privacidade, de todos os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizei as minhas abordagens, pesquisas com seguidos e seguidores, e experiências em conteúdo por volta do dia 20 de março. Exausto, macambúzio, cansado, retornei ao Twitter apenas dias depois para refazer algumas consultas e continuar mantendo o meu perfil. Pois agora, finda a tal questão profissional, vou usá-lo simplesmente como um comunicador pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entregar, no entanto, aquele arquivo – se fossem papéis impressos estariam aqui chamados de calhamaços – depois de visto, revisto e revisado, considerei oportuno não deixá-lo restrito a um departamento de marketing de uma grande empresa. Temos um contrato, e tenho a ele todo respeito, sendo assim reportei toda essa experiência sem ferir quaisquer cláusulas que concordei e assinei em sã consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, em plena era do conteúdo, abrir mão de uma narrativa um tanto quanto protéica e oportuna sobre o tema mais fervilhante do momento seria agarrar-se ao desdém do presente em apelo ao desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na virada para o Outono, as aclamadas chuvas de março fazem subir com a poeira toda a ressaca do Verão. Meus pulmões respiram com dificuldade, além do excessivo volume de monóxido de carbono, uma grande quantidade dessa camada de impurezas. Conto as horas, a partir da primeira tosse com gosto de terra. É viral, um espirro no Metrô, como acentua &lt;a href="http://www.jeffpaiva.com/blog/index.php/eu-por-mim-mesmo/"&gt;Jeff Paiva&lt;/a&gt; nas suas explanações. Sofro desse mal, estou de cama, vou tomar meus comprimidos e sorver um chá bem quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui por diante, tirem, vocês, as suas próprias conclusões,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite. #FAIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/zigbitencourt"&gt;@zigbitencourt&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-2326273548761281181?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/2326273548761281181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/apresentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2326273548761281181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2326273548761281181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/apresentacao.html' title='Apresentação'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-4523828341130080475</id><published>2009-04-09T16:52:00.006-03:00</published><updated>2009-10-17T11:28:12.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='c - Capítulo 1'/><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A doce garota do Twitter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provocativo, sensual, insinuante, o olhar assim meio de lado, mas ameaçador, daquela imagem. Uma foto que estampa o avatar no Twitter de uma garota que se diz blogueira e netmaníaca. Os meninos (&lt;a href="http://twitter.com/jack"&gt;Jack Dorsey&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitter.com/ev"&gt;Evan Williams&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/Biz"&gt;Biz Stone&lt;/a&gt;) sabiam o que estavam fazendo, pois 140 caracteres é muito espaço quando o assunto é revelar algo de si. "Fui ao mercado, me senti uma celebridade, achei que todos estavam olhando pra mim" #eusouamina. Se o avatar serve de parâmetro para demonstrar como ela é na vida real, não será o Twitter tamanho motivador das atenções em sua direção. Tudo indicava que twittar dava-lhe a sensação, ou ilusão, de popularidade. Fui ver seus seguidores, quase 2.000. Número um tanto significativo em se tratando de Brasil naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 16h30, o texto para a campanha de endo-marketing de uma das mais importantes redes hoteleiras do país já deveria estar pela metade. Nos últimos instantes eu não consegui fazer outra coisa a não ser ler tweet por tweet tudo o que a doce garota havia atualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, falemos de seu perfil, uma vez que os updates me consumiram outros tantos minutos. Ela se diz boba, feia e com cara de abóbora; salientava que não quer fazer amizades com outras pessoas e que os seus seguidores são apenas seus amigos. "Não me siga, não vou seguir você!". Encantadora atitude, eu diria. Louvável de agraciamentos por parte da mais fina flor da nata revolucionária atual. O código de ética do Twitter, da qual fui bastante alertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que uma necessidade por quebra de regras não faz a um simples redator. Eu cá, pós-30 anos, tentando soturnamente conectar-me ao universo mais misterioso e fascinante das redes sociais. Imerso no submundo dos mensageiros imediatistas, no fluxo desenfreado de informações, na torturante massa de conteúdo relevante e inútil. Tudo isso, motivado por um avatar. Quer dizer, por uma foto. Ou melhor, por um olhar numa imagem 48x48, perto de 900 bytes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não acompanhava o Twitter, eu olhava pela janela do escritório e observava a cidade com toda sua grandeza descomunal composta de sua clássica e infinta concretude. Toda essa imensidão era um contraponto ao microcosmo na qual eu havia me instalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis escrever o texto para a Agência, não quis comer, não quis sair de frente do computador. Ela havia me seduzido virtualmente. Não dentro de um contexto estritamente carnal-obsessivo, mas na ótica do ter algo a ser descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasculhei vários tweets, fiquei sabendo que ela mora com a mãe – o que por mais que eu insista não ser fator seletivo, interfere irrestritamente na minha avaliação geral –, trabalha como arquiteta num escritório de design – me controlo para não direcionar o comentário, mas as arquitetas são sinônimo de beleza –, vai para a casa à pé – se implica não possuir um carro, pode corresponder também a uma pessoa mais simples –, e adora uma cantora que já não me lembro o nome, pois nunca ouvir falar, fui até ao MySpace e considerei dispensável indicar tal maledicência sonora às demais cavidades auriculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isso não vem ao caso e não faz a mínima diferença quando o que se está em questão é uma causa muito mais altiva e nobre. Não me fiz de rogado, buscar a compreensão de algo que está longe de meu próprio alcance, confesso, é um exercício exaustivo para o meu despreendimento intelectual. Mas são os desafios que nos movem e o marasmo que nos pregam. #xopreguissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acionei com uma certa dose de histeria o &lt;em&gt;refresh&lt;/em&gt;, quis saber mais. Nada. &lt;em&gt;4 hours ago from web&lt;/em&gt;, indicava sua última mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os 18 anos, quando fui tomado por ataque descomunal de ciúmes de uma antiga namorada só porque ela conversava com o garotão da Faculdade, nunca mais havia sentido ou experimentado novamente um sentimento tão intenso de desespero. A minha convicção nessa altura era a de que, assim que ela aparecesse, eu logo arrumaria um jeito de manter algum tipo de contato. Puxar assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A embriaguez virtual, a queda passional, ludibriar-se em vão, consumiram-me ao ponto de não checar se ela me seguia. Cliquei nos meus followers, não, ela não me seguia. Chequei o Gmail, através do &lt;em&gt;search&lt;/em&gt;, para ver se ela já tinha me seguido e depois desistido, mas também não encontrei nada. Como ela deixou bem claro, estava ali para poucas amizades – tanto é que não seguia 100 pessoas em contrapartida aos seus milhares de seguidores. 21hs. É impossível passar incólume a uma enxurrada de mensagens na caixa de e-mail. Só então, dei-me conta das horas, do tempo, do texto. iPhone descarregado, offline no MSN, só no Twitter, apenas no Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca para me recompor e dar início à produção do trabalho publicitário levou-me ao Bloco de Notas. Pensei, nada. Usei novamente o &lt;em&gt;search&lt;/em&gt; do Gmail, desta vez para encontrar o arquivo que a Agência me enviou com briefing, tema, público, prazo, cronograma e tudo mais. Mal abri o &lt;a href="http://www.broffice.org/"&gt;BrOffice&lt;/a&gt;, sim sou um adepto ao &lt;em&gt;Open Source&lt;/em&gt;, para trabalhar no Word, a primeira imagem que me veio à cabeça fronte aquela página branca foi o avatar, o olhar da doce garota do Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para lá. Aberto na minha frente, milhares de links, de conversações, de contatos. “Fazendo um miojo, preparando a mesa e twittando” #corre. Apareceu! Era ela, meu Deus! Pensei que devia escrever alguma coisa, precisava me comunicar, digito... não digito. Mais uma vez me coloquei dentro da carcaça de um vitelo. Idiota, como um menino emergente da puberdade e dotado de toda a insegurança do planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui outra vez ao Bloco de Notas, rascunhei, rascunhei e nada. Impressionante como uma mente tão cheia de ideias, de conceitos e anseios, pode sofrer temoroso blecaute num momento único como este. Por fim, consegui exprimir em apenas 100 caracteres – não quis utilizar os outros 40, poderia passar a imagem de afobado – um resumo de tudo o que eu queria dizer para ela. “Tudo”, no sentido daquilo que eu considerava indispensável de ser dito num instante inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Twitter procuro o último update da garota. “Acabei de jantar, conversei com minha mãe vou dormir”. &lt;em&gt;10 minutes ago from TweetDeck&lt;/em&gt;, escancarava a temível legenda. O Twitter é assim, o &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; é outro. Mais acelerado. Sempre distraído, o excesso de informações na internet sobrepõe até mesmo minha histórica incursão no campo da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não tinha notado eram três novos seguidores a acrescer minha popularidade. Os manjados wares Jewel456 e Vicky98; e ela: a doce garota. Isso mesmo, ali em casa antes de dormir ela me viu. Provavelmente, pelo aplicativo, super-reduzido, mas me aceitou, deu-se bem com meu perfil, simpatizou-se comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo a mais pérola das papoulas afegãs causaria um estado pleno, completo e onisciente de satisfação e anestesia. Fui longe. Imaginei-nos dividindo inúmeras situações. Nos seus tweets vi que ela participa de vários #NoB e #NoS, Nerds on Beer e Nerds on Show, respectivamente, além de todos os #lulucamps da cidade. Diga-se de passagem Curitiba, é lá que ela mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbrei que o tempo nos deixaria, enfim, unidos. Ela, na condição de minha seguidora, não tardaria em me chamar para um encontro desses. Profissional competente que é, para ser assim formadora de opinião e tão popular no Twitter, com certeza seria convidada a organizar um evento desses num lugar mais acalorado do que a capital paranaense. Nada demais, pensei na nossa maravilhosa São Sebastião do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro: &lt;em&gt;ela pede sugestões para o evento, pois não conhece muito a cidade. Eu, intrometido por demais, dou algumas dicas. Ela agradece e me convida a participar como colaborador, já que se trata de uma reunião de mulheres. Digo que não vou pois não me sentiria bem ficar num lugar onde não conheço ninguém e que é direcionado para outro público. Ela se comove e diz que eu não me preocupe com isso, ela cuidará de tudo e que posso ajudá-la bastante. Depois, um chopp com o seu grupo na orla de Copacabana, Ipanema ou Leblon. No evento sou sério e recatado; na choperia, conto piadas, falo minhas teorias sobre a internet, mostro o quanto sou um bom profissional e entendedor das coisas. Ao retornar e abrir o Twitter, vejo ela dizendo que a melhor do evento foi ter me conhecido, que sou uma graça, além de muito educado e sedutor. Aí, sigo todos os seus nhén-nhén-nhén com suas amigas. E sou o seu principal assunto. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, agora que ela me seguia poderia acontecer mil coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus tweets não desagarraram-se de minha memória. Sim, eu entendi o que ela quis dizer com se sentir uma celebridade. Fui ao Café, antes é claro avisei no Twitter que iria, e chegando lá tive a mesma impressão: a de que todos estavam olhando pra mim, de que era conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espalhou-se no ar a sensação de que o mundo da mercadoria dominava, com uma força bem maior do que a descrita por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guy_Debord"&gt;Debórd&lt;/a&gt;, tudo o que é vivido. A cocaína acabava de perder o seu lugar entre as drogas de glamour, que dão poder e status, bem como acesso às mais lindas garotas. Arrematar uma &lt;em&gt;groupie&lt;/em&gt; estava feito. Além de anestesiado, a chinfra se complementava com um capucino na mão. Não tinha mais para ninguém, a onda agora era o Twitter. #semnocao.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-4523828341130080475?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/4523828341130080475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4523828341130080475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4523828341130080475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-1.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-179728077551119140</id><published>2009-04-09T16:50:00.007-03:00</published><updated>2009-10-17T11:28:35.346-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='d - Capítulo 2'/><title type='text'>Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Shaq O'Neil &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta para a casa, tarde da noite, e na fissura para twittar, teve como desfecho o encontro com minha esposa irritada e literalmente portando um maciço pau-de-macarrão em riste na mão direita. Eu poderia ser reprimido pelo uso de bebida alcoólica, mas como não tenho esse hábito, a oratória recaiu sobre a xícara de café. Assim como as mulheres dos aficionados pelo álcool, imagino eu, a minha também tinha razão. Não deveria ter ingerido a bebida. Consumi-la após às 18hs é investir na insônia, ela me conhece, sabe disso. O pior é que eu também sei, mas por um momento fui outra pessoa. Não tive justificativa, calei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fritar de um lado para o outro na cama me dei conta do ocorrido. Eu estava há poucos dias imerso no Twitter. Não fiz o texto para a Agência, esqueci-me até mesmo da minha própria família. Por outro lado, nunca havia me envolvido num trabalho tão desafiante. Mesmo com sono, o corpo baleado, eu queria ir para o computador, procurar por alguma coisa no Twitter. E procurar por ela. De repente, pensei melhor. Não podia estar acontecendo isso. Lembrei-me dos amigos jornalistas que se envolveram com as pessoas entrevistadas. Sempre terminava em algum problema, quando não em casamento #barraco. Eu não precisava disso, era loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ônibus voltaram a circular, o sono deu ar da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordar, mal tomei café e liguei o notebook. Procuro, procuro e nada. Fui nas DMs, pois sempre que alguém me segue, mando uma mensagem de agradecimento e digo estar aberto para troca de ideias ou informações. Nada. Fui para o escritório e entrei na mesma rotina de solidão e de abraço ao mundo. Carregando uma pesada rebordosa. Há mais de uma semana eu twittava sem parar. E queria mais, muito mais. #socialdeboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que há dois dias, tudo mudou com a aproximação da doce garota. Inclusive, naquele momento a minha expectativa em relação ao “dia seguinte” era angustiante. Pela primeira vez, depois de muitos e muitos anos, tornaria-se realidade aquela sensação imatura e juvenil de poder acompanhar, com contemplação e deslumbre, o desdobrar de um dia na vida da pessoa desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentei um pouco disso em seus tweets anteriores, sempre transparentes quanto aos seus instantes de humor, ao que havia ingerido antes de rumar ao trabalho, aos registros de suas impressões no trânsito e, por fim, ao clima astral dentro da sua empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, ela ia, aos poucos, dando pitacos em relação às suas tarefas, relatava modestamente a forma como as pessoas ao seu redor estavam se comportando, às vezes criticava, às vezes elogiava; abria suas particularidades em códigos como TDB (acredito que a tradução, pelo teor das mensagens, seja algo próximo de “Tudo de Bom”), NST (provavelmente, “Não se Toca”) e ENM (ao que tudo indica, “Eu Não Mereço”). Isso tudo, configurado às teclas &lt;, &gt;, §, *, ~ e /. Reproduzir a íntegra de tais diálogos não faz o menor sentido, pois serve apenas como preenchimento de espaços em branco – não se entende patavinas o que as misteriosas amigas estão a conversar. Tem se, com isso, uma humilde certeza: são fuxicos de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à indicação de links, ela se restringia aos assuntos pertinentes à Arquitetura, dicas de entretenimento – eu diria coisas típicas dos anos 90 –, divulgação de promoções que envolviam produtos de decoração, gadgets e vestuário feminino. Selecionava sempre um Kool and the Gang, Coldplay ou Vanessa da Matta, no &lt;a href="http://blip.fm/"&gt;Blip.fm&lt;/a&gt;. #euouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao meu desespero particular, maior ansiedade não se via, já se passavam das 10hs. Twittava daqui, twittava dali. Estranhei muito a ausência da garota, fucei no ninho do passarinho e cliquei num link twittado por &lt;a href="http://twitter.com/mashable"&gt;@mashable&lt;/a&gt; – um dos pop-stars da ferramenta em terras do Tio Sam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui encaminhado para o &lt;a href="http://sesquipedalis.blogspot.com/"&gt;blog de Jesse Bearden&lt;/a&gt;, onde uma história muito interessante havia sido publicada aparentemente imune de qualquer cepa marqueteira. Bearden tem pouco mais de 100 seguidores no &lt;a href="http://twitter.com/jessebearden"&gt;Twitter&lt;/a&gt;, e não segue mais do que cinco dezenas deles. Seu blog é um espaço de conteúdo pessoal, inclusive, com todos os padrões de usabilidade, calcados em uma arquitetura de informação simples e básica. Trabalha num escritório na cidade de Phoenix, no Arizona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post foi intitulado com algo próximo a “&lt;a href="http://sesquipedalis.blogspot.com/2009/02/finally-use-for-twitter.html"&gt;Finalmente, o Twitter serve para alguma coisa&lt;/a&gt;”. Ele diz que seu amigo Sean um dia comentou pelo micro-blogging que estava sendo seguido por Shaquille O'Neil, o famoso jogador de basquete do &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Basquete/0,,MUL1068883-15060,00-PHOENIX+PASSA+PELO+HOUSTON+E+SE+MANTEM+NA+LUTA+POR+VAGA+NOS+PLAYOFFS.html"&gt;Phoenix Suns&lt;/a&gt;. Bearden questiona se não seria um moleque branquelo de 14 anos, tipo um emo-nerd da web, se passando pelo astro para se divertir e ganhar atenção no Twitter. Sean diz acreditar que se trata realmente de O'Neil. Ele tem familiaridade com o assunto. Os amigos discutem sobre o jogador diariamente, comentando sobre as possíveis negociações para o Cleveland.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sean então avisa @jessebearden que &lt;a href="http://twitter.com/THE_REAL_SHAQ"&gt;@THE_REAL_SHAQ&lt;/a&gt; estava, de acordo com uma recente twittada, numa lanchonete há 20 minutos de distância. Os dois correm para o &lt;em&gt;Dinner&lt;/em&gt;. Chegando lá, olham no estacionamento para ver se o veículo, que dizem ser o que O'Neil circulava pela cidade, estava no local. Ao entrar na lanchonete, começam a observar as pessoas na tentativa de identificar o astro. Dão de cara com o brutamontes, mas preferem sentar perto dele antes de decidir quem iria encarar a fera. “Vai você”, diz Bearden. “Não, vocé é que vai”, responde Sean. Então, ensaiam o que perguntar e como puxar conversa, se a partir do esporte ou do Twitter. Eis que soa o iPhone de Sean, é uma nova twittada de O'Neil. “Sinto twitteres ao meu lado. Se tem algum aqui na lanchonete, diga alguma coisa”. A dúvida deixou de pairar sob ambas as cabeças, a dupla suspira fundo e vai ao encontro do jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O'Neil foi simpático e receptivo, tirou fotos, conversou com os fãs, e depois interagiu, através do Twitter, com o fato ocorrido, alertando que se alguém o encontrasse em público que viesse cumprimentá-lo, pois afinal de contas “todos somos a Twittosfera, estamos todos conectados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal acaso rendeu post no meu blog também, parei para traduzir o texto e tecer meus comentários, pois àquela altura era formidável ouvir uma história tão positiva e frutífera em se tratando do comunicador The Flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje acordei mal, acho que estou gripada, não trabalho até as 12hs”, #decama. Emerge dos campos áureos e azuis um tweet da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou quase que despercebido, foi leitura dinâmica, estava ainda preso à &lt;a href="http://twitter.com/THE_REAL_SHAQ"&gt;@THE_REAL_SHAQ&lt;/a&gt;. Nesse momento de insensatez, me vem, na sequência, o uptade da @madameboo. Era a indicação para a página no Flickr de um fotógrafo. Muito bom, por sinal. Não me lembrava mais, com o número de followings e followers sempre crescente, quem era a tal Madame, fui verificar. Blogueira e DJ na noite paulistana resumiam seu perfil. Vou para o blog e vejo algumas fotos bem diferentes do seu avatar – que é uma fada bem delicada. Madame curte realmente a noite, é daquelas mulheres fortes, não tão obesas, mas acima do peso, desfila um quê de masculinidade e veste-se de preto sem muito apreço à luxúria ou vaidade. Está sempre ao lado de outras mulheres ou então de homens adeptos à estética &lt;em&gt;DragNight&lt;/em&gt;. Quase todos os seus posts resumiam-se a ações anti-meridium, com as tags sex, dj, xxx e boo. “Na Pedroso, mas atenta ao movimento. Quanta bagunça!”. Ora, assim que terminei por vasculhar parte da intimidade da nossa querida @madameboo, fico a ruminar se a tal Pedroso a qual ela se referiu não seria a rua Pedroso de Morais, em Pinheiros, onde está meu escritório. Olho pela janela, trânsito caótico, ela tinha toda a razão, uma anarquia. Contudo, além dos estrobos extravagantes dos carros de Polícia, em plena manhã, ali estacionados na esquina, não se distinguia mais nada. #treta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como tem gente estúpida. Fecha os outros e reclama de ser fechado. Homens...”. Ao ler esse tweet fiquei um pouco impressionado. Segundos antes um carro arrancou e depois freou, houve troca de palavrões entre os motoristas, tudo isso bem embaixo da minha janela. Esta é a verdadeira coincidência onde proferimos o tradicional colóquio de que, se contar, ninguém acredita. Em instantes um abestalhado, apressadinho, faz uma manobra errônea e o que se ouve é um enorme estrondo vindo da rua. Levei um susto muito grande que me fez jogar a cadeira para trás e saltar automaticamente em pé na direção da janela. É, um infeliz havia feito bastante estrago. Não só acertou dois carros na rua, como pegou mais dois estacionados e parte da banca de revistas – que acabou servindo-lhe de &lt;em&gt;guard rail&lt;/em&gt;. A multidão formou-se em instantes e a Polícia só teve o trabalho de atravessar a rua. “Opa... não acredito, um puta acidente na minha frente Q loko!”. Pode parecer inacreditável: acabar de ler um post sobre a história do Shaquille O'Neil e o Twitter, num encontro a altura de “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Fish"&gt;The Big Fish&lt;/a&gt;”, e vivenciar logo em seguida um caso semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci às pressas, quase pulando as escadas – estou no segundo andar – não quis esperar o elevador. Na rua, me controlei, diminui o passo e comecei a observar com minúcia quem poderia ser a verdadeira @madameboo. Pelo nome e as fotos publicadas no blog, a associação mais pertinente era com figuras como a &lt;a href="http://www.myspace.com/marimoon"&gt;MaryMoon&lt;/a&gt;, sei lá acho que pela fonética do seu nick também. #names=.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a intenção de me aproximar do carro acidentado, porque lá em pedaços ainda se encontrava o motorista – os Bombeiros ainda não haviam chegado –, intercalo erguidas de pescoço com olhadelas ao iPhone. Muita gente parecida com a Madame, muita gente diferente. A Polícia colocando ordem no pedaço, o povo fazendo cara de calafrio e a buzina comendo solta de dentro dos automóveis presos ao congestionamento. Chegam os Bombeiros, logo o motorista é retirado das ferragens, a Polícia consegue controlar melhor o tumulto e o iPhone mostra um novo tweet de @madameboo. “OMG cara não se deu bem, vou mandar umas fotos no Twitpic”. Olhei de um lado para outro, ninguém de telefone na mão, onde ela poderia estar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, percebo que apenas uma pessoa digitava freneticamente num BlackBerry: a sargento da Polícia. Ela estava na porta do passageiro em pé do lado de fora e mexia aceleradamente no seu aparelho mobile. Esperei alguns minutos e lá apareceu o tweet. &lt;em&gt;Half time ago from berrymobile&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que surpresa! @madameboo era policial. Não houve qualquer chance de me atrever a abordá-la para falar de nossa amizade no Twitter, pensei que ninguém, ou quase ninguém, deva saber que ela é uma pessoa da noite dentro da corporação. #cagueta. No entanto, não poderia perder a oportunidade de checar realmente de perto se Madame e policial eram a mesma pessoa. Com toda diplomacia do mundo, fiz as devidas apresentações, apontei para o meu escritório e questionei sobre o ocorrido, alegando ter me desequilibrado emocionalmente, por estar concentrado no trabalho, no momento do horrendo acidente. Ela limitou-se a dizer o que eu já sabia, que um motorista perdeu a direção abalroou dois automóveis em movimento e dois estacionados, indo chocar-se contra a banca de revistas localizada na esquina com a rua Teodoro de Sampaio. Enquanto ela ditava o boletim de ocorrência eu mirava seu BlackBerry sobre o painel da viatura. A luz brilhou, ela usava o aplicativo TwitterBerry 6.0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto para o meu escritório com a cabeça confusa, não sabia se escrevia outro post contando essa história. Como já havia publicado a do Shaq O'Neil, poderia parecer balela. Mesmo sem ter muitos leitores não considero ético apagar o post anterior para sobrepor este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tweet ia fazer sucesso, era só indicar o link para o &lt;a href="http://twitpic.com/"&gt;TwitPic&lt;/a&gt; onde a sargento colocou duas imagens do acidente (apesar de chocantes, ela poupou a integridade do infeliz). Por outro lado, não gostaria de me comprometer negativamente com a Polícia. “Nada pior do que chatos t perguntando depois o q aconteceu.. :S”. #boo. Pressentimentos não são em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, fique tranqüila sargento Carla, não conto seu segredo pra ninguém. Agora, se eu fosse você eu não confiava muito em sigilo na web. Uma hora dessas, a exemplo da &lt;a href="http://www.tretando.com/2009/03/23/fotos-intimas-de-demi-moore-postada-por-ashton-kutcher-no-twitter/"&gt;Demi Moore&lt;/a&gt;, alguém expõe a sua privacidade. #prontocontei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-179728077551119140?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/179728077551119140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/179728077551119140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/179728077551119140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-2.html' title='Capítulo 2'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-4740881500499977020</id><published>2009-04-09T16:48:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T11:29:01.373-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e - Capítulo 3'/><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Player do Twitter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o almoço, às 15hs, consegui esquecer o dia até então agitado que havia presenciado desde que me coloquei de pé. Lembrei-me dela. Veio um relance a leitura do tweet informando sua convalescênça. Que bom acontecer um dia assim tão acelerado, que me fez não remoer pela garota, pois sua ausência seria uma verdadeira entoada de lamento ao meu coração. Eu nutri exacerbada ansiedade em acompanhá-la o dia todo. “Nem falo, não vou trabalhar hj, doente :( :(.” #mimimi. Era terça-feira. Quase chorei também. O ventilador Britânia meia-boca não era suficiente para dar conta dos últimos dias de Verão. O calor estava insuportável, só não era maior que a minha tristeza. Fiquei abalado. O furor, a raiva e a ira me levaram a twittar feito um louco. Parece que eu quis adiantar o trabalho de uma semana em uma hora. Adiantei. Procurei e selecionei centenas de novos perfis, descobri o migre.me, fiquei insano na arte de retwittar. Hashtags não tinha para ninguém nas nuvens da Twittosfera, baixei ferramentas, aplicativos, encaixei mensagens, fiz novos amigos e continuei clicando feito um desvairado nos links e arquivando tudo no Delicious. Termino o dia com 100 seguidores a mais. Não durmo, empolgo, quero mais. O Twitter virou um jogo, durante 48 horas larguei novamente todos os outros afazeres e fiquei competindo compulsivamente com todos os outros twitteres. “Bem que a Claro poderia atender minhas reclamações.. aff” #claroqnao. Quinta-feira à tarde, um tweet dela, mesmo assim esqueço-me da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não. Fez questão de dividir comigo – tudo bem vai, com sua amiga – o seu retorno triunfal. “NTC.. bj d+, now #churrascamp”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um soco do velho &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evander_Holyfield"&gt;Holyfield&lt;/a&gt; fizesse menos estrago. Na sexta-feira, acordo doente. Fico o fim de semana sem ao menos chegar próximo ao computador, iPhone, iTouch ou qualquer equipamento conectado à internet. A segunda-feira me parecia tão distante. O tempo, agora, era outro e não era o do Twitter. #off &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-4740881500499977020?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/4740881500499977020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4740881500499977020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4740881500499977020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-3182210195641694407</id><published>2009-04-09T16:45:00.006-03:00</published><updated>2009-10-17T11:29:25.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='f - Capítulo 4'/><title type='text'>Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Linnet Woods&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa vai acontecendo de uma tal maneira no Twitter quando estamos submersos em suas ondas, baleiando de um lado para o outro, que perdemos, no início, um pouco o controle sobre os nossos limites. É preciso dar conta de todos os links e pessoas que não cessam de aparecer a cada atualização na página do micro-blogging. A fixação pela doce garota me fez muito bem. Pude suportar o pesar de navegar durante horas e horas por uma mar vasto e sem fim. Talvez, não fosse aquele olhar maroto e encantador, profundo, com um sorriso coberto pelo seu livro de cabeceira, certamente não conseguiria sobreviver à nau. Pediria arrego e desembarcaria no primeiro porto que ancorássemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu resolvi cortar relações com ela. Sou temperamental e egoísta, não gostaria de dividi-la com ninguém. A história que twittou sobre os beijos que deu no #churrascamp me deixou arrasado. Por isso, suas atualizações não me interessavam mais, nem tampouco as de A ou B. Em outro dia quente, a cidade fervia como um caldeirão sobre o fogo em brasa, dentro do meu escritório tudo derretia, sem ar condicionado e com um ventilador às minguas fazendo ares mequetrefes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que aborrecido não deixava de receber novos followers em razão das ações que haviam sido executadas com esse objetivo. Um deles foi a senhora &lt;a href="http://twitter.com/linnetwoods"&gt;@linnetwoods&lt;/a&gt;. Bom pelo menos foi assim que eu a percebi. Ela tem cara de vovozinha, mora na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Baleares"&gt;Ilhas Baleares&lt;/a&gt;, no Mar Mediterrâneo (Espanha), tem um &lt;a href="http://www.linnetwoods.com/"&gt;site&lt;/a&gt; abarrotado de banners e links patrocinados – quase não se vê outra coisa, aliás, não se vê outra coisa – e vive a lançar suas questões através de Quiz entre seus seguidores. Eu resolvi segui-la ao vê-la presente também nas listas de followers que os gringos fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, por exemplo, existe uma cultura escancarada e assumida de competitividade. A pessoa com mais followers é o mais popular, integra as listas de top isso e top aquilo, ao lado de personalidades consagradas. A ganância pelo sucesso, porém, não impede a solidariedade em auxiliar outras pessoas para que também sejam incentivadas a competir. Não deve-se esquecer, todavia, que os norte-americanos exageram no seus propósitos de marketing – com seus “Aprenda em 10 passos”, “Como fazer...”, “7 dicas para alcançar...” –, cobrando um US$ 1 pelo view de uma produção, muitas vezes caseira, a la ShopTour. Mas, falou em rede (net), o negócio é com eles mesmo. Vejam o &lt;a href="http://twitter.com/aplusk"&gt;@aplusk&lt;/a&gt;, mais de 700.000 seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir às tranqueiras dos super marqueteiros não me rendi, mas responder @linnetwoods foi impossível conter-me. Propensão aos vícios ou, como diz o nosso baiano &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Z%C3%A9"&gt;Tom Zé&lt;/a&gt;, o sofrimento de juventude. Em nossos momentos de fraqueza nos tornamos as pessoas mais dóceis, sujeitos a nos dobrar diante de situações que nunca chegaríamos a imaginar. Eu afirmo que responder ao Quiz seria uma delas. A senhora das questões me lembra uma tia velhinha, ela é um afago aos descaminhos de quem se encontra em debandada correria entre os vãos do mundo digital. Como um apostador – ávido pela literatura de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Verne"&gt;Júlio Verne&lt;/a&gt; – convencido nos páreos do ciberespaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pergunta: Are you ready? Explica que o Quiz está há poucos minutos de começar, alerta para que todos se preparem, então lança a contagem regressiva. “Faltam 3 minutos”, “faltam 2..”, “o Quiz já vai começar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira questão que respondi foi boçal. “Qual o fruto originário da América do Sul que está presente na mesa do mundo inteiro?”. Fui certeiro: pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@linnetwoods, ao lançar a pergunta, faz outra contagem regressiva para o final das respostas. Assim que a disputa é encerrada, ela começa a publicar os resltados. Quem responde errado ganha 1 ponto, só pela participação; quem chega próximo, leva 2; e quem acerta ganha 5 pontos. Mas antes de anunciar os vencedores, a meiga vovó faz as &lt;em&gt;congratulations&lt;/em&gt; aos demais participantes, aproveitando para divulgar seus @nomes – eu afirmo e reafirmo, a turma lá fora sabe vender o peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois? Como assim dois? É lógico que é pimenta! O calor aumentava e todo aquele carinho, aquela sensação de segurança acabara de se transformar num ringue #valetudo. Eu tinha certeza, se a velhinha me viesse com esse papo de que não era a pimenta eu ia levá-la para o tatame. Fiz injúrias, maltratei-a pelo pensamento e não acreditava ter caído no conto do Quiz do Twitter #clown. Deus há de descarregar todas as penitências sobre o meu pobre ser, Ele com as suas vestes de Punidor, porque @linnetwoods tinha razão: eu errei. Duas pessoas acertaram o nome do fruto, o tomate. E ainda completaram que a origem do alimento era de dois países, Equador e Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, envergonhado, mais do que enervado, por ter desconfiado da querida vozinha com chapéu de caçadora de borboletas, parti para as demais fases. Assim, era o seu jogo. Ela começava sempre no mesmo horário chamando a atenção para o Quiz, fazia cinco perguntas, agradecia todos os participantes, premiava os acertadores com pontuações e realizava mais outras quatro rodadas. No final, divulgava o ranking de pontuação de todos os participantes. Apesar da idade, que aparenta ter, a vovó era ligeira. Eu participei da primeira etapa e quando dei por mim, ela já estava na quarta e última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui nas questões B e E e pensei numa estratégia inimaginável para vencer às indagações de dona @linnetwoods. Abri em outra aba do browser a Wikipédia #fodao. Peito estufado, tarimba de capitão Nascimento, respondi às perguntas, sendo a primeira sobre uma tribo de Sumatra e a outra sobre o nome de um ex-presidente do EUA, no séc. XIX. Errei ambas. Deliberadamente, a casa caiu. @linnetwoods deu a rasteira no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Wales"&gt;Jimmy Wales&lt;/a&gt; – Wales? Wales? Baleias? Hum. Ela é a verdadeira enciclopédia ambulante. Acontece que a Wikipédia leva a verbetes que não possuem conteúdo confiável. Do jeito que ela é, deve pesquisar esses tais verbetes no site colaborativo, e usá-los de propósito, sabendo que qualquer idiota vai recorrer justamente a este artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o cúmulo da virtualização: uma idosa com sobrenome britânico, de dentro do seu trailer, no Mar Mediterrâneo, cuidando dos seus gatos, twitta para o mundo inteiro um Quiz elaborado numa plataforma com espaço suficiente para 140 caracteres e composto de conteúdo muito mais significativo do que o da Wikipédia ou de outros resultados nos mecanismos de buscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é perceptível que, sem fazer qualquer estardalhaço, @linnetwoods integra uma fração da sociedade que está, estes sim, revolucionando a web. São pessoas na chamada Melhor Idade. Cheios de histórias para contar, experiências para dividir e momentos para recordar. Adoram publicar e apreciar fotos, escrevem posts com freqüência e, agora, twittadas, tem um conteúdo rico e extenso, são inteligentes, educados e prestativos. E, sobretudo, estão na rede em busca de entretenimento sadio e real. Ela é fera, superando em alguns casos até mesmo o GoogleDad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nem rolou... #bafao :p. O cara nem.” #naseca. “E a Vivo me liga cobrando, nem tenho conta lá...” #vivomenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos reply para amiga (aquela confidencial) relatando o “hoje é outro dia, minha filha” #ehnois. Tudo isso, enquanto eu jogava a última partida com minha colega argüitiva. Não quero também fazer papel de carrasco, embora o momento seja de busca por concentração para executar com excelência o projeto em vias de realização. Estou a trabalhar. Me dei mal no Quiz e tenho que esquecer essa garota. Preciso rever certos valores. #followfriday.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-3182210195641694407?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/3182210195641694407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/3182210195641694407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/3182210195641694407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-4.html' title='Capítulo 4'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-8458026165365972239</id><published>2009-04-09T16:42:00.005-03:00</published><updated>2009-10-17T11:29:48.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='g - Capítulo 5'/><title type='text'>Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Passarinho branco, fundo azul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se passaram mais de dez 10 dias desde que as atenções, esforços e ardores estavam direcionados único e exclusivamente para o Twitter. O cobertor não parava de encurtar e os pés e a cabeça já não eram mais protegidos simultaneamente. O acalento de um era o relento de outro. O corpo mal recuperado enfraquecia e insinuava um desgaste de uma categoria não salutar, porém, de indicativos não muito satisfatórios. O ditado popular nos leva a concluir ser a hora de colocar os pés no freio. #makelove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava assim tão chateado mais com a doce garota, ela tinha todo o direito de tomar as decisões dela, não me vejo convivendo com uma mulher sob dependência total. Até passar mal, ter uma estafa, ficar dois dias fora do ar é natural que ocorra com qualquer um. Eu acabava de sair de uma condição análoga, não poderia desdenhá-la por isso. Porém, o quão triste foi aquele retorno, toda empolgada com outrem. Mas já era passado e a descrença ao decano dia de labuta vinha de paragens desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é que – ao me ver convalescente – também despertou-me o aconchego do lar. Freudiano deveras, o recolhimento ao útero da casa. Uma tristeza profunda tomou conta de todo o universo circundo, o real e o virtual. Aquela angústia purgando no peito sem remédio que alivie o sentimento de masmorra a qual eu estava prestes a viver condenado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ian_Curtis"&gt;#iancurtis&lt;/a&gt;. A bigorna da culpa caindo em direção à minha cabeça, sem que eu pudesse desviar ou ao menos fechar os olhos. A dor do erro, dos infortúnios. Oh! Fantasmas de todas as pessoas que eu havia reunido naquela rede até o momento, centenas deles. Pareciam que todos surgiam com a @ no lugar da cabeça indicando seus @nomes #zedocaixao. Senti-me irresponsável, o maior vagabundo, o representativo exemplar da inutilidade dentro da espécie humana. Não poderia ter trabalho idêntico que consolasse ou trouxesse o mínimo de satisfação a uma pessoa com os créditos que traduziam outra realidade que não a daquela plataforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incorporou-me a pequenez &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/American_Splendor"&gt;#americansplendor&lt;/a&gt;. A incapacidade de aceitar um ambiente tão “insignificante”, mas ao mesmo tempo dotado de uma grandeza esplendorosa de onde uma ponte infinita e imensa nos separava existencialmente. Eu estava longe daquela realidade, era preciso aceitar. Cai em si e me vi loucamente seduzido por um avatar, com um link para um blog, que nunca li e não leio, e mais alguns tweets; metralhado por todo tipo de informação do Brasil e do exterior; ligado aos principais perfis em questão; massacrado por uma série de recusas e desmerecimentos por parte de alguns membros da esfera nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soma-se ao infortúnio o curso do meio caminho andado, depois de ter abandonado o job da Agência. A testa encontra-se em permanente esfola, o peso do crânio impossibilita colocar a cabeça em 90°. Me faz mal e és tão necessário, implacável Twitter! Quero de volta o estado de euforia, só mais uma vez, eu te suplico! Nem família, nem garota ou popularidade, só um estado de euforia, apenas mais uma vez. Num tweet, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que de &lt;em&gt;refresh&lt;/em&gt; @netopw está me seguindo. Atendendo aos bons costumes com as quais não deixo de me precaver, mesmo em pós-enfermidade, passei a segui-lo também deixando o recado de boas-vindas e tudo mais. Afinal, era um brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dele posso dizer pouco pois não tinha site, sua descrição no perfil dizia ser um especialista em Economia – as redes sociais são assim, tem sempre uma turma de profissionais que tomam conta mesmo. “Oiii gente, estou super feliz por estar aqui! Valeu amigos”. É engraçado, ao iniciar no Twitter, eu também não tinha ideia do que escrever, de como começar, fiquei alguns dias olhando timidamente um ou outro perfil, só pra ver como era. E não adiantava perguntar nada pra qualquer um deles porque a chacota era inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assistindo leilão de gado, a vaca tá saindo por R$ 45 mil em 14x!”. Redigiu, sem utilizar os 140 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pow! Situações assim são inesperadas e nos remetem a uma introspecção imediata. Em momentos de bancarrota moral (ou espiritual, existencial...) surgem conexões fora do premeditado. Havia uma particularidade muito forte naquele tweet, em razão de existir uma dedicação pessoal de longos anos à específica atividade compreendida no comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, nos certames de bovinos de elite, transitei pelos bastidores da comunicação e política, antes de optar definitivamente pelo webwriting #blablabla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns segundos tentei por magnânimo embate me desvencilhar da carapaça profissional e voltar à rude condição de ser humano comum sob juízo da pura e insustentável ingenuidade. @netopw zombou da minha armadura de lata. Não imaginava encontrar no exercício do Twitter, pelo menos num instante inicial, alguma coisa relacionada com esse passado. Trata-se de um segmento muito específico e num ambiente de extremidades parecia-me atordoante ter que aceitar mais esta onipresença. Nesse sentido, a reflexão que brotava das entranhas do meu cerebelo era a de que a divisão entre a linha tênue do pessoal e profissional permanecia embaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não era prudente envolver-me emocionalmente com a doce garota, ainda não sabia até que ponto era confiável estabelecer um diálogo amigável com uma pessoa que se identificava tão somente com o meu histórico curricular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lendo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker"&gt;Peter Drucker&lt;/a&gt; e arrepiando com o preço no leilão”. É muito apelativo, tasquei um reply explicando como funcionava aquela modalidade de vendas, como o evento terminaria e porque o preço era aquele valor. A resposta foi a de que, apesar de estar assistindo, não havia interesse maior com relação ao negócio, e que por mera coincidência havia sintonizado aquele canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desolador, outra bigorna na cabeça, a sensação de “entrão” e de “quem mandou dar bom dia a cavalo”. Na função profissional, contornaria sem maiores prejuízos o bate-papo, mas quando se trata de um comentário totalmente sem propósito comercial a transformação kafkiana – aqui imagino um inseto e também um avestruz – e a procura de um buraco para enfiar a cabeça vêm à tona. Não respondi, mas em poucos minutos: “Hei, você é redator? Nossa eu também já fui, hj sou consultor em agronegócio...”. “Vi no perfil do seu blog que você já trabalhou na área também”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, emendamos outras DMs, ele disse morar em Mato Grosso, com a esposa e o filho, e trabalhar com cana-de-açúcar. Dizia estar maravilhado com o Twitter, que não imaginava existir uma ferramenta tão interessante. Então, perguntou-me tudo: o que eram RTs, hashtags, os replys, aplicativos e outras particularidades no uso do micro-blogging. Expliquei cada coisa com paciência, salientei didaticamente a importância de transmitir esses conhecimentos a outras pessoas e concordei que o Twitter era uma ferramenta muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia terminaria ainda com muitas discussões sobre o agronegócio – apesar de não estar empolgado em palavrear sobre o tema –, com outras dicas sobre o Twitter e com um saudoso boa noite. #inteh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, já sentia-me bem. Dormi tranqüilo, levantei disposto e com o corpo demonstrando todos os sinais de vida. Nem mal entrei no Twitter. “Ei, amigo, bom dia! Seja feliz hj!”. Lá estava @netopw a me cumprimentar. Atarefado, dei continuidade ao trabalho na rede, acelerando o ritmo lento impresso recentemente. Tratei de colocar as coisas para andar. Nem me concentrei em questões pessoais no Twitter, ou até mesmo por e-mail e telefone. Estava tentando organizar dados e reflexões. 10h30 clico nas DMs. “Tomara que esteja tudo bem, se vc n viu me recado, saúde!”. Nesses momentos nos pegamos a falar com os céus. É a presunção de que problemas estão a pipocar. 11h30, outra DM. Ao meio-dia, outra. Então, disse que estava tudo bem, e desejei-lhe também um dia de primeira qualidade. Em resposta, 3 DMs no meu Twitter. Seria, não resta dúvida, um fato a aporrinhar ao longo daquela tarde. Acontece que os dois dias que sucederam se tornaram uma verdadeira invasão de privacidade com bom-dias, boa-tardes, boa-noites, isso, aquilos, e mais não sei o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estava numa fase mais dedicada à compilação dos dados do que de investigação, fui deixando o Twitter por alguns momentos, enquanto @netopw não parava de perguntar onde eu estava, para eu proferir a minha opinião sobre isso ou aquilo, ou clicar nesse ou aquele link sobre redação publicitária. Então a única coisa que me veio à cabeça foi inventar que estava doente e que ficaria alguns dias fora do Twitter, pois uma gripe regressiva havia me acometido. Foi pior. Ele me encheu de DMs, perguntando o que tinha acontecido, ou questionando se estava tudo bem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o Twitter, e consequentemente @netopw, de lado e vou resolver meus problemas. Depois das atividades de ordem offline, abro meu Gmail. E quem está lá? @netopw. E a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desculpe-me por te mandar esse e-mail, eu precisava muito te encaminhar essas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como te falei moro aqui em Mato Grosso, tenho uma família linda, um emprego respeitável, mas vivo infeliz todos os dias. Tenho poucos momentos de alegria. Um deles é quando estou no Twitter. Acredite, aquele passarinho branco, no fundo azul, mudou a minha vida. Hoje, sou outra pessoa. Conheço outros povos, outras culturas, que antes mesmo com toda a abrangência da internet eu me sentia restringido, inseguro. Veja você, meu amigão. Onde conheceria uma pessoa assim, diferente, interessante? Eu li no seu perfil do Blogger que você estudou filosofia. Ah! Os filósofos são pessoas sensíveis, você sabe do que eu estou falando. Aliás, por isso, resolvi escrever para você. Desde o dia que eu te vi no Twitter não consigo ficar sem te mandar uma mensagem, acredite não existe “segundas intenções”. É coisa de amizade mesmo, você entende, né? Aqui no Mato Grosso os homens são todos brutos, sem educação, sem cultura, são raros aqueles com nível intelectual para uma discussão apurada. E toda vez que você me responde a minha mente enche de alegria só de ver suas palavras sábias e bonitas. Que pena você não trabalhar mais no agronegócio, formaríamos uma ótima equipe. E você? Como é sua família? Você se dá bem com sua mulher, ou ela é igual a todas as outras, só sabem reclamar que a gente assiste futebol haha. Seu time é o Fluminense, aiaiai, nem bem começamos a nossa amizade e já temos o que discordar! Eu sou Flamengo, acredita? Morei no Rio quando era criança. Você tem alguma ligação com lá? Por coincidência a minha mulher é carioca, mas não tem nada a ver com eles. É branca e não gosta de praia... É por isso que eu digo, eu queria ser Garoto do Rio! Eu vi no Orkut da sua mulher que vocês também são pé-na-areia. Ah, inclusive, depois me add lá, não consegui te add por que você bloqueou seu Orkut. Eu também fiz isso com o meu. Agora, só amigos. E o cachorrinho que vocês tiveram que doar, ai... cortou meu coração. Me desculpa a liberdade, mas sua mulher tem cara de brava... Escuta um conselho de amigo, não se preocupe, você sabe que existem diversas maneiras de se divertir, sem comprometer a família. Além disso, eu não sei se você já leu, mas eu queria te indicar um livro bem legal. “Casais inteligentes enriquecem juntos”. É ótimo, minha esposa comprou e nem viu, é lógico. Não adianta, não serve pra ela. Mas leia é bem legal, porque provavelmente sua mulher também não vai ler. Tem muita a ver com a internet. E, na minha opinião, “Casal” é só uma questão de semântica, poderia ser muito bem, “parceiros”, “amigos”, “'sócios”... Leia com essa ótica e veja se não é uma boa filosofia! Olha, espero com muito carinho o seu e-mail de resposta, pois agora podemos nos falar por aqui também, não é? Mas, pelo amor de Deus, não deixe o Twitter, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te espero lá (e o e-mail também),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchau,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do seu amigão, @netopw&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#denunciarspam #unfollow #block &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-8458026165365972239?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/8458026165365972239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/8458026165365972239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/8458026165365972239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-5.html' title='Capítulo 5'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-2530307672126542594</id><published>2009-04-09T16:40:00.007-03:00</published><updated>2009-10-17T11:30:07.287-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='h - Capítulo 6'/><title type='text'>Capítulo 6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Radiohead e o CQC&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um grande portal de e-commerce entra na jogada vem chumbo grosso. A &lt;a href="http://www.submarino.com.br/portal/concurso-twitter/"&gt;promoção do Submarino no Twitter&lt;/a&gt; – que sorteava ingressos para o show do Radiohead – foi um tiro certeiro. Acertou em cheio o público-alvo, foi o conteúdo mais presente nos tweets na véspera do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não comentou nada sobre o Radiohead e isso é uma dádiva quando um trabalho exaustivo de investigação e pesquisa está em curso. Depois de um verdadeiro pé-no-saco, voltei a lembrar-me da garota. #perdao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escolho meus jobs, eles surgem. Mas não é porque não tenho o direito de escolhê-los que vou deixar de torcer para que os mesmos transcorram tudo bem. E quando o alvo do trabalho é alguém, ou algo, que me dá pesar de trabalhar, realmente não é fácil. Desta forma, ficou mais animado, pois, sendo ela, uma não adoradora do referido grupo inglês, isso certamente me dispensaria de ler tweets, por parte dela, sobre o Radiohead. Não tenho nada de pessoal contra a banda, mas é que não me agrada muito super-grupos, mega-shows e ultra-sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me deixar imune a essa agressão não abrandava, porém, a histeria que os fãs promoviam no micro-blogging. E, por isso, devo admitir que fui egoísta na web. No domingo, dia da apresentação, logo ao acordar, abri o iTunes e escolhi a banda &lt;a href="http://www.myspace.com/ithugsback"&gt;It Hugs Back&lt;/a&gt;. Quatro garotos britânicos tocando uma mistura de &lt;a href="http://www.myspace.com/sonicyouth"&gt;Sonic Youth&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.myspace.com/yolatengo"&gt;Yo La Tengo&lt;/a&gt;, que nada tem de novo, brilhante ou inovador, mas que no universo do repeteco soa numa linha diversa ao remake do U2. Alguns anos atrás, eu não ouviria o It Hugs Back, mas conhecer as bandas independentes da “modinha” é imprescindível para se comunicar nas redes. Acreditava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, antes da explosão do Twitter, escutei uma conversa entre dois universitários na fila de uma casa de show. Eles falavam sobre o &lt;a href="http://www.myspace.com/fischerspooner"&gt;Fischerspooner&lt;/a&gt;, o novo disco, a produção, acho que um &lt;em&gt;cover&lt;/em&gt; e tal. Na hora de realizarem as comparações, o “eu prefiro isso àquilo”, me senti perdido entre nomes e mais nomes, referências e mais referências, sem saber o que estavam falando. Não me lembro de quem era o show, mas não me esqueço da certeza, que nutri naquele momento, no sentido de que deveria mergulhar no universo underground contemporâneo. E a internet, claro, seria a piscina de águas azuis e transparentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O It Hugs Back era fruto dessa nova pesquisa por sons nunca dantes escutados. E mais: &lt;a href="http://www.myspace.com/chinchinnyc"&gt;Chin Chin&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/peterbjornandjohn"&gt;Peter, Bjorn and John&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/deptofeagles"&gt;Department of Eagles&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/theconcretes"&gt;The Concretes&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/annirossi"&gt;Anni Rossi&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/frommonumenttomasses"&gt;From Monument to Masses&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/mgmt"&gt;MGMT&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/womenmusic"&gt;Women&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/hellohighplaces"&gt;High Places&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/iliketrains"&gt;iLiKETRAiNS&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/deerhunter"&gt;Deerhunter&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.myspace.com/bradfordcox"&gt;Atlas Sound&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://deerhuntertheband.blogspot.com/"&gt;Lotus Plaza&lt;/a&gt;, e até gente mais conhecida como &lt;a href="http://www.myspace.com/cibomatto"&gt;Cibo Matto&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.myspace.com/stereolab"&gt;Stereolab&lt;/a&gt;. Quanto aos tupiniquins, eu sempre acompanhei mais de perto em shows e outras aparições, sejam os experimentais do &lt;a href="http://www.myspace.com/submarinerecords"&gt;SP Underground&lt;/a&gt;, a pauleira instrumental do &lt;a href="http://www.myspace.com/hellma"&gt;Elma&lt;/a&gt;, o swing mash-up do &lt;a href="http://www.myspace.com/3namassa"&gt;3naMassa&lt;/a&gt;, o frevo-rock do &lt;a href="http://www.myspace.com/3namassa"&gt;Eddie&lt;/a&gt; ou as novas incursões musicais de &lt;a href="http://www.myspace.com/carloscareqa"&gt;Carlos Careqa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim me credenciei para falar de música no Twitter, mais antenado do que os satélites que a turma do mangue espetou na lama. It Hugs Back não deu certo, assim como toda a lista restante e ainda os demais nem citados aqui por falta deliberada de espaço. Não tem nada, nenhuma banda que esteja tão identificada com a trilha sonora da geração Twitter quanto o Radiohead. “Tom Yorke na praia”, “Radiohead: 9 músicas do show no Chile”, “Radiohead isso, Radiohead aquilo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordei o que Drummond dizia, “dos restos de nada algo ainda há de se restar”, quando apareceu um iluminado indicando um link sobre a opinião do jornalista Álvaro Pereira Júnior a respeito do assunto. “O show é do Kraftwerk, com abertura do Los Hermanos e o encerramento do Radiohead”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí na tentação de retwittar e tecer comentários maldosos contra os garotos ingleses. Só vi o número de followers debandar em decrescência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de um lado, temos o Radiohead como trilha sonora, de outro temos o CQC como referência de crítica, posição política e exemplo de comunicação (ou jornalismo como alguns preferem) – ou seja, a formação de opinião de grande parte dos usuários do Twitter tem como base o conteúdo apresentado no humorístico. O roteiro da atração é distribuído, principalmente, através do micro-blogging. Não é à toa que seus dois âncoras, &lt;a href="http://twitter.com/marcelotas"&gt;Marcelo Tas&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://twitter.com/rafinhabastos"&gt;Rafinha Bastos&lt;/a&gt;, localizam-se no topo da lista de personalidades mais populares da Twittosfera tupiniquim, ultrapassando 20 mil seguidores cada um. Existe entre o CQC e o Pânico, outro do gênero, uma disputa, cujo primeiro outorgou a si a posição de programa inteligente. O comparativo é inegável quando se critica o CQC para um de seus telespectadores. “O Pânico, por exemplo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso da trupe de Marcelo Tas só teve semelhante comparativo com &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,ronaldo-estreia-e-corinthians-se-classifica-na-copa-do-brasil,333596,0.htm"&gt;o jogo de estréia de Ronaldo Fenômeno&lt;/a&gt; no Corínthians. Ambos, esvaziaram o micro-blogging de brasileiros. Tweets, só dos gringos. Deram-se por encerrados “os shows” eis que voltaram todos ao computador, mobiles ou touchs, a twittar. E comentando ou repetindo, é claro, o roteiro do programa – ou o retorno do camisa 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de ser redator publicitário faz com que o apreço pela atividade seja indescritível, mas estou aprendendo que só não é maior do que a paixão do CQC, blogueiros e twitteiros por propaganda (jabá). Todo e qualquer stop do CQC é preenchido exaustivamente por reclames regados à efeitos visuais do tempo do Sílvio Santos. Não satisfeitos em transmiti-los pela televisão, também twittam o link para as vinhetas. O que nos faz acreditar que a direção da emissora esteve recentemente em Miami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação Twitter x Propaganda – sim, jornalismo e os blogs já entraram para a história (ou para a Wikipédia) – é mais do que presente. @marcelotas foi alvo de &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/999/12/31/telefonica-twitter-e-marcelo-tas-reacendem-polemica-do-post-pago/"&gt;uma discussão feroz&lt;/a&gt; na internet em razão da sua liberdade de lidar com a incorporação de parte do budget de grandes empresas, como o da Telefônica por exemplo, em troca de uma divulgação maciça da hashtag #xtreme. A Twittosfera virou os olhos, não fosse o profissionalismo e a astúcia adquiridos ao longo de vários carnavais, Tas corria o risco de ser neste momento o case que melhor ilustraria aquilo que não deve-se fazer nas redes sociais, em se tratando de propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo espírito exacerbado é fogo, desde os primórdios, na alma da blogosfera, que transforma seus espaços num verdadeiro emaranhado de banners, links, boxes, posts pagos e outros recursos comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso, porque ao clicar em um link do Twitter é para um destino como este que nós vamos. Por isso, já é piada corrente dizer que “eu só paro de assistir o Canal Brasil o dia em que eles abrirem para os links patrocinados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a Twittosfera brasileira que emergia sob os meus olhos: uma plataforma nas mãos do CQC e nos acordes do Radiohead. “Entrando no show”, “O som dos Los Hermanos tá ruim”, “Kraftwerk.. aff..” #comofas, “Confira as músicas do show no Brasil”, “Fã segue Radiohead em mais três shows pelo mundo”. Assim foram as horas e os dias que se seguiram. Com muito, muito Radiohead, seja nas seções #ressaca ou #saldad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse paliativo eu volto a sugerir sem obséquio: não ouse falar mal do CQC e do Radiohead onde a palavra Twitter ocupar o mesma dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao expor e concluir a referida observação diante dos fatos mais verdadeiros e acessíveis possível a qualquer cidadão – basta recorrer ao Twitter, ora bolas –, é preciso salientar o quanto revolucionário e inovador realmente se enquadra o engajamento daqueles que dedicam preciosas horas de suas vidas à publicação de conteúdo de inquestionável relevância no micro-blogging, ao som do... Michael Jackson. #pegadinhadomalandro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-2530307672126542594?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/2530307672126542594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2530307672126542594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2530307672126542594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-6.html' title='Capítulo 6'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-2700649159642944643</id><published>2009-04-09T16:30:00.006-03:00</published><updated>2009-10-17T11:30:31.080-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='i - Capítulo 7'/><title type='text'>Capítulo 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Hora do Planeta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela – outra, não a doce garota – foi uma das maiores incentivadoras da &lt;a href="http://wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/noticias/"&gt;Hora do Planeta&lt;/a&gt;, uma iniciativa da &lt;a href="http://wwf.org.br/"&gt;WWF&lt;/a&gt;, para (i) mobilizar o mundo quanto ao uso consciente de energia. Virou uma febre, não se falou noutra cousa. No migre.me, site compactador de urls, milhares e milhares de cliques num único link sobre o tema, e mais de 40 ou 50 retwitts. Na caixa com nuvem de tags no canto superior direito da página, HORA DO PLANETA esmagava as demais palavras-chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma euforia transloucada que teve início duas semanas antes. Desde então, esse assunto viralizou pela Twittosfera. Ideias mil surgiram: desligar a luz do monitor, dos botões do teclado, do mouse, trocar o fundo branco de páginas como a do Google por backgrounds totalmente escuros. Houve contagem regressiva, divulgação de @militantes e um engajamento de fazer inveja à Woodstock – aquele lá dos anos 60, é óbvio. #pazeamor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionamentos também colocaram-se adiante. &lt;a href="http://twitter.com/Ricoinfierno"&gt;@Ricoinfierno&lt;/a&gt; garantiu: “Eu sou a favor da hora do sexo, se o mundo inteiro estiver transando ninguém vai conseguir foder com o planeta”. &lt;em&gt;6:53 PM Mar 28th from web&lt;/em&gt;. Outro argumentou que apoiava “a Hora do Planet, do Planet Hemp”. O Cardoso, já conhecido na blogosfera com seu Contraditorium, publicou &lt;a href="http://www.contraditorium.com/2009/03/28/hora-da-terra-viva-o-onanismo/"&gt;um post memorável&lt;/a&gt;. Em poucas linhas alegou que o impacto que “o liga e desliga” do referido movimento poderia causar à rede elétrica era muito mais prejudicial do que benéfico tal qual se propunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica rendeu mais de 50 comentários em uma semana, sustentados pelo elogio ao vídeo de &lt;a href="http://www.blogger.com/www.youtube.com/watch?v=MeSSwKffj9o"&gt;George Carlin&lt;/a&gt;, linkado no post, e à nova gama de interpretações da teoria da evolução. Uma negativa às crenças divinas e ao gesto de abraçar árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além deles, muitos outros contrários à proposta eco-urbanista mantiveram-se na rede, com computadores e todo tipo de equipamento ligado durante o período de vigília: das 20h30 às 21h30, de sábado (28/03/2008). Principalmente, aqueles cujo o time disputava as últimas partidas classificatórias para as quartas de final do campeonato estadual. No entanto, por mais que as metrópoles desligassem aqui e acolá as luzes de uma ponte, de um monumento ou do Cristo Redentor, as grandes cidades permaneceram iluminadas, reluzentes como nunca, cintilantes e de um brilho tão sutil como são as luzes sobre o efeito da brisa noturna de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi só as grandes cidades a negar ao clamor ambiental da organização em prol de um mundo melhor. O marido dela também não entendeu. Ela, como disse antes, foi a maior incentivadora da mobilização conscientizadora. Aqueles tweets mais clicados eram justamente os dela. Pra lá de mil. Seu histórico anterior no micro-blogging a coloca como uma importante diretora de planejamento numa das maiores multinacionais instaladas no Brasil. Sua função é administrativa, mas sua formação é em Oceanografia. Ela tem muitos contatos. Conversa profissionalmente, é altamente influente e se você pretende saber o que é um Linkedin exemplar acesse o dela. É magnífico o seu currículo: passagem pelas melhores escolas de graduação no exterior, especialização e phD também em terras além-mar, cargo invejado, os melhores comentários e uma posição sem igual como formadora de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A receita é perfeita para se obter sucesso numa rede social. Com ela não foi diferente. Apesar de toda a pompa ética calcada na independência de suas opiniões e decisões frente a empresa que dirige, não abriu mão de aparecer em quase todas as reportagens sobre o assunto denominado “a febre do Twitter”. Só não afirmo que ela esteve em todas as matérias, entrevistas e notas, pois deixou as mídias de menor status para a ralé. Veja, IstoÉ, Uol, Estadão, Folha, era ela quem estava lá. Explicando o que deveria ser feito, ou não, naquela plataforma. Pra ela 1000 followers não foram suficientes, eram necessários mais de 5000 ou o dobro, quem sabe. Eu fui um deles, mas quando apertei o botão follow eram apenas pouco mais de 700. O que a exposição na grande imprensa – a mesma tão criticada pela geração Twitter – não faz para a popularidade de um perfil no micro-blogging.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa contradição “sou a maior, quem determina o que deve ser feito e fale na minha língua ou eu te isolo”, foi o que me fez continuar seguindo-a. Isso me fascina, o poder de concatenar diversas linhas de raciocínio e extrair delas, por mais extenuantes que sejam, um fio condutor de comportamento, atitudes e ideologias. Esses são os profissionais que comandam as grandes corporações que, por sua vez, são as responsáveis por uma série de coisas que implicam diretamente em nossas vidas #quemeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No galgar desse ímpeto habilidoso que ela ingressou na sexta-feira, um dia antes da Hora do Planeta, a twittar desesperadamente pela proposta ecológica. Eu, que em vários momentos fui criticado pelas cabeças do Twitter por um ou outro descaminho, não consegui encontrar exemplo mais fatídico do que esse turbilhão de updates em prol da tal Hora. Pensei duas vezes em bloqueá-la, não mais segui-la, pois aquilo realmente passou a me irritar. Antes de mais nada, esclarecer que nada houve de particular é indispensável. A de se complementar os replies de terceiros para ela, com mensagens de apoio, RTs e até menções emocionadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E as hashtags... eis as hashtags que ela, e sua gangue, pulverizava: #wwf, #lightsoff, #abracaarvore, #blackday, #loveearth, #enviroment, #oplanetaehnosso, #ahoraehagora, #salveaterra, #hrdaterra, #vocepode, #sospassarinho e #horadoplaneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, a emblemática data do ocorrido, não foi diferente. Acordei cedo, mil coisas para fazer, mas só foi possível conectar-me ao Twitter por volta das 11hs. Fui checar suas atualizações e não deu outra, ela estava desde às 7hs da manhã twittando sobre a Hora do Planeta. E dá-lhe migre.me. Resolvi que, daquele momento em diante, ou melhor ao longo do sábado, não iria mais olhar as atualizações dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a tal Hora, como também já relatei, tudo continuou na mesma salvo uma desligada aqui outra acolá. Mas uma mensagem dela me chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 20h50. “Quarto arrumado, perfumes, meu vestido provocante”. “Meu marido entra, tropeça e cai com a vela”. #horadoplaneta. Não tardou 10 minutos. “O fogo alastrou nos potinhos de perfume no chão”. “Pegou os véus, chamuscou meu vestido... :(” #horadokapeta #salvemaspererecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, seus relatos não foram os melhores. O marido lhe chamou a atenção, saiu aos berros até o fundo da casa e mostrou diversas janelas acessas. Disse que, naquele horário – estavam bem no auge da mobilização – mas que poucos tinham a aderido a tamanha besteira. Só ela havia se dedicado com tanto afinco pela causa supra-ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#grandesabadodebosta. Com essa hashtag, ela encerrou suas atualizações aquele dia. Por mais que ela tenha se dado mal, e arrumado uma enorme dor de cabeça para a sua vida conjugal, o Twitter revelou-lhe, e a mim também, algo que às vezes nos deixamos levar por esquecidos: somos seres humanos, racionais, cheios de sentimentos, de erros e defeitos, iguais entre si e repleto de diferenças apenas na forma como manifestamos essas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de teto pode ser tanto a escassez de moradia, quanto o lugar privilegiado na sala vip para observar o céu de brigadeiro. Ainda tento refazer as contas na calculadora para saber como foi possível que ela twittasse durante as ocorrências, tudo indica ter sido aos prantos no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi continuar seguindo-a. Conclui que muito mais do que uma profissional arrogante, metida à popular e desprovida de conteúdo de qualidade, ela era uma grande atriz. Sua vida, ou melhor, suas twittadas são uma novela. Agora só me interessa saber qual será o próximo capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... ia me esquecendo, talvez um dia eu avise pra ela que toda novela tem fim, por maior audiência que o folhetim arraste. Talvez, não. Deixe apenas de segui-la. Contudo, devo agradecê-la, e muito, por uma lembrança que provavelmente não sairá mais da minha cabeça: a Hora do Planeta. Se tem alguém que realmente tem algo a contar, que sofreu uma interferência direta na própria vida pela WWF e que a mobilização fez sentido e a maior diferença, esse alguém foi ela. Mesmo que, ao consultar seus tweets, seja nítido que não queira saber mais de tocar nesse assunto. Pagou de romance da RedeTV. #uglybetty.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-2700649159642944643?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/2700649159642944643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2700649159642944643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2700649159642944643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-7.html' title='Capítulo 7'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-1335013637493238811</id><published>2009-04-09T16:13:00.008-03:00</published><updated>2009-10-17T11:31:01.999-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='j - Capítulo 8'/><title type='text'>Capítulo 8</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fakenomenal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o tempo não é que eu tivesse perdido o entusiasmo com a doce garota, eu me sentia muito inseguro em contatá-la. Refleti bastante. O Twitter tinha me levado a altos e baixos, sendo ela a mola propulsora, ou pelo menos a representação máxima desse impulso, achei melhor não experimentá-la mais. Não queria nada com ela, não nasceria dali um romance apologético e apesar de ter sido ela a musa inspiradora em minha adentrada ao universo das baleias suspensas por passarinhos, eu via seus tweets agora com outros olhos. Já não eram mais aqueles globos oculares trincados, vermelhos e carnívoros de um velho ancião mirando o comportamento faceiro de sua &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lolita"&gt;Lolita&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei que ela pudesse se transformar num @netopw, e infernizar a minha vida, depois estragar meu casamento, utilizando como arma um mísero gracejo que eu haveria imensa chance de encaminhar via DMs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, faltava tão pouco tempo para acabar o projeto, logo não veria mais aquela doce garotinha – digo isso, mas se tratava de uma mulher, segundo ela, de 29 anos. Filosofar sobre a participação no Twitter, no entanto, foi mais forte do que qualquer outra obstinação. Sacudiu os meus neurônios. Correr atrás dela, sem o gancho profissional que me faz permanecer contínuo no micro-blogging, seria impensável, pois acarretaria em uma mega-exposição de minha parte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema seria vê-la. Enquanto estou &lt;em&gt;sign out&lt;/em&gt;, tudo bem, nem me passa mais pela cabeça rememorar aquele que um dia foi o mais precioso avatar que eu já tive a oportunidade de admirar. E quando eu a visse? Será que teria forças para não cair em profunda recaída? Sim, porque, é isso que acontece após nos dedicarmos de corpo e alma a uma interação que não nos faz mais feliz, mas que nos consome de vontade e tentação. Só de falar nesse assunto, minhas mãos ficavam trêmulas, os pés gelavam e as pernas sacudiam sem parar. Por isso, procurava esquecê-la. Ultimamente, me comuniquei mais no Twitter com pessoas que não eram do seu círculo (seguidos e seguidores), já evitava um contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até mesmo porque com freqüência surgiam uns tweets dela que pareciam ser pra mim. Há poucos dias, resolvi blipar uma música: &lt;a href="http://blip.fm/~2u9fa"&gt;Come on Eillen&lt;/a&gt;, do Dexy's Midnight Runners. Em 2 minutos, ela blipou: Killing Moon, do &lt;a href="http://www.myspace.com/thebunnymen"&gt;Echo and Bunnymen&lt;/a&gt;. Fui no migre.me e colei uma url para um link de post sobre o app iList para iPhone e iPod Touch; na seqüência, ela manda um sobre o app do Skype. Então, voltei ao Blip.fm e fui de &lt;a href="http://www.myspace.com/elianapittman"&gt;Eliana Pittman&lt;/a&gt;; em 3 minutos, ela blipa uma canção da &lt;a href="http://www.myspace.com/ceuambulante"&gt;Céu&lt;/a&gt;. Mando um link com resenha sobre uma nova edição dos livros de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges"&gt;Borges&lt;/a&gt;; ela some (esse argentino é um lazarento mesmo) #aleph. Não podia ser, eu estava paranóico. Convicto de que aqueles tweets eram para mim, de que havia alguém olhando pelo buraco da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse ciclo de coincidências me levou à loucura. Ela se ausenta, eu perco o entusiasmo, me vejo curado. Ela volta, parece conversar comigo, mexe com minhas fissuras e vai embora. Não minto: pensei em contatar o psicanalista que atendeu um ex-blogueiro amigo meu. Na época, desempregado, com 40 anos, ele perdeu espaço no mercado de trabalho. Em todos os lugares, era cobrado para ter um blog, estar no MSN e abrir uma página no Orkut. Apesar de ser uma pessoa culta, estudou na USP, e de boa formação, fez Miami AdSchool (ESPM), não conseguia adaptar-se ao computador. Crítico de cinema e roteirista, sentia enorme prazer em executar diariamente o seu balé datilográfico naquela antiga e enferrujada máquina Olivetti. No entanto, o tempo passava e ele não arranjava emprego devido à sua exclusão digital. O aperto no orçamento o levou a usar o MSN para comunicar-se com sua esposa. Ao tomar conhecimento do Orkut dela, ficou com ciúmes e abriu o seu. Ela também tinha uma conta no Google, então, ele fez a sua e no gerenciamento da mesma conheceu o Blogger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não demorou muito ele se transformou no maior geek do pedaço. Estudou pela web: programação (html, css...), Photoshop e Google Analytics. Não se viu mais livre da rede mundial dos computadores. Se transformou em um dos maiores blogueiros do país, sobrevivendo apenas com os rendimentos da publicidade online. A volta por cima só não podia ser considerada exemplar porque meu amigo era só pele e osso nos últimos tempos. Não conversava sobre outra coisa, só se envolvia com pessoas do meio e até amizade fiel com o submundo (hackers) ele mantinha. É o caso mais esdrúxulo que conheço sobre o assunto, tamanho o grau de dependência do adicto. O especialista realizou o seguinte tratamento: meu amigo continuou trancado dentro do quarto e o notebook dele, apesar de conectado à internet, só se comunicava – a partir das plataformas de mensagens – com três Ips selecionados e que eram de três computadores instalados em outros cômodos da própria casa do enfermo, onde estavam a mulher dele e mais duas enfermeiras, agora nerds, operando as máquinas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As três mulheres usavam perfis #fakes no contato com meu amigo e os diálogos seguiam as orientações do psicanalista. Vale ressaltar que ele era ciente de tudo o que estava acontecendo. Quando se conscientizou a respeito da dimensão de futilidade que sua vida havia se transformado, começou a apresentar melhores resultados. No entanto, os méritos do psicanalista não estão no tratamento dado ao meu amigo, e sim na cura da sua esposa, também muito amiga da minha mulher. Essa é que deu trabalho #ninja. Me vi na pele dela, será que eu necessitava visitar o consultório também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, de qualquer maneira foi só me lembrar da garota, voltei a twittar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querendo e não querendo encontrá-la. Embora o impasse carcomesse a minha paciência, tive que abdicar do delírio por alguns minutos tendo em vista a bagunça que estava o meu Twitter. A hora da faxina não dá trégua. Sigo, bloqueio, respondo. Os contatos também não mudam: perfis institucionais, promocionais e de serviços, os gringos além-super-entendidos em SEO ou analytics, wares (masculinos e femininos), um #nadaver (digamos um estudante cristão de Tonga), alguns (poucos) brasileiros e as celebridades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso dessa última categoria, por exemplo, não sei como classificar os &lt;a href="http://twitter.com/beastieboys"&gt;@beastieboys&lt;/a&gt;. Exato, os três judeus do hip-hop nova-iorquino. Eles são uma celebridade no mundo da música, mas estão lá twittando, agradecendo as RTs e divulgando seus mais recentes remixes – Paul's Boutique e Check Your Head. Você segue a banda e logo eles estão te seguindo. Não descarto a ação de um assessor, apesar do perfil da trupe ter sido confirmado como verdadeiro. Uma premissa é infalível, tem que se colocar um pé atrás no Twitter com relação aos perfis, existem muitos, mesmo que legais, essencialmente #fakes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://twitter.com/beastieboys"&gt;@beastieboys&lt;/a&gt;, #fake ou não, suscitou-me aquela brisa que eu buscava novamente com o micro-blogging. Andava muito cabisbaixo no lindo jardim azul, a doce garota era uma dose muito forte, com a resistência baixa uma injeção de vitaminas caiu muito bem. Enquanto preparava para declarar por encerrada a viagem à cozinha do mainstream da música indie, um seguidor ilustre concedeu-me o prazer de sua disputadíssima atenção. A personalidade mais extraordinária da esfera digital, o paladino das telenovelas mundiais, &lt;a href="http://yassuda.org/blog/2009/03/10/carta-de-vitorfasano-aos-fas/"&gt;o prêmio máximo #YouPix 2009&lt;/a&gt;, o onisciente, incomparável e insubstituível: &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt;. O cara é foda. Observei que ele não segue todos os seus seguidores e que por isso talvez eu fosse um contato importante – mais uma vez alguém de destaque tinha se interessado pelo meu perfil. Conversei com ele quase todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vitor foi meu amigo, compartilhou comigo seus momentos de intimidades, deixou clara a sua amizade com @oscarmagrini e soube me ouvir. A sua finesse não permitia que ele me enviasse um &lt;em&gt;reply&lt;/em&gt;, mas não me importava, pelo contrário, não deixaria de compreender sua atribulada agenda de atividades. E sei que ele não se sentia incomodado com as minhas mensagens, afinal de contas nunca se colocou contrário à minha pessoa, nem repreendeu-me com um #unfollow, do qual ele é um grande adepto e divulgador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passei a estabelecer um diálogo freqüente com o Vitão – alcunha que eu de forma camarada estabeleci, tendo em vista o rumo de nossa amizade, ao proferidor de frases “valorizadamente” inócuas. Ele lança uma divagação, eu respondo de prontidão. Ao dar atenção para o Vitão, ou para os seus tweets ocasionais, raros como um rubi Carmen Lúcia, percebi um mundo fabuloso e cheio de criatividade e entretenimento. Não é preciso saber quem está do outro lado, o que está em jogo não é a materialidade do ator global, é o conteúdo. O desdobrar-se do ente #seretempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que ele é fake e é isso que me incita nessa interação. Imaginar quem está lá do outro lado, essa pessoa que acompanha a vida real do ator, através de revistas de fofocas e de promoters, e faz um roteiro fake em cima dessa realidade, atualizando-a diariamente de acordo com as ocorrências reais. O &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt;, não o &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt; texto do Twitter, mas aquele (ou aqueles) que está concretizando a existência de um ser meramente virtual, também é ser humano com todas as características medianas que temos eu e você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt; me faz crer que existe uma explicação prática no mundo real para o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Heidegger"&gt;Dasein heideggeriano&lt;/a&gt;, afinal de contas foi isso que eu entendi quando aquele alemão lá de Messkirch se exprimiu através de vocábulos e ideias arranca-toco para explicar a fenomenologia do ser. Esse ser-aí, essa transcendência em possibilidades não pré-determinadas. Não estava localizado dentro do ator global a existência de &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt;, o Twitter o virtualizou e o constrói e destrói todos os dias. Constrói ao reproduzir comportamentos que são exatamente os do Fasano real – às vezes chega a ser mais verdadeiro. Destrói, em contrapartida, extraindo tamanha audiência de sua banalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda vez que mando um &lt;em&gt;reply&lt;/em&gt; para o Vitão, eu também estou destruindo e banalizando o Vitor real. No entanto, durante um trabalho exaustivo, de uma tarde ainda quente, já no Outono, precisando de ajuda para me libertar da fixação indiscriminada pela doce garota, as máximas de &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt; podem ser traduzidas como uma passagem de ida e volta para assistir ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monty_Python"&gt;Monthy Phyton&lt;/a&gt;, em Amsterdã, com os discípulos de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andy_Kaufman"&gt;Andy Kaufman&lt;/a&gt; como tripulantes do avião. #eurraxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse espetáculo me é tão necessário que fiz, inclusive, um mural com suas frases no meu escritório, reproduzidas aqui a integra e sem qualquer correção ou edição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;“É um dos twitters mais sofisticados da web”, Pedro Doria. SENSATO! ABS! VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5:25 PM Mar 9th from web&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Geração (Y)? Geração (X)? PASSADO. Quero falar sobre a Geração (V)F . WEB 5.0 Estrelas. ABS VF&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;12:27 PM Mar 10th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esta semana estava no Yoga com o Gazolla, e falavamos muito sobre a importancia do "olho no espelho", de ter certeza que estou sendo sincero&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6:50 PM Mar 11th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e honesto em minhas atitudes...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6:51 PM Mar 11th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas as vezes me distraio, pois tenho covinhas lindas e isso é mais um charme que posso usar a meu favor. ABS VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6:51 PM Mar 11th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não tenho problemas em aguardar um bom TAXI, quando necessário. Me incomoda um "principe" vir ao RJ e atrapalhar minha agenda. ABS VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11:03 AM Mar 13th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hora de organizar a mudança. Você sai do Leblon, mas o Leblon nunca sairá de você. Destino? A conhecida fronteira entre o bom e o melhor...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;12:12 PM Mar 18th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Welcome Ipanema! ABS VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;12:13 PM Mar 18th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Que história é essa! Alex Atala parou de fazer Foie Gras no restaurante dele? Vai levar um unfollow ... ABS VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;10:08 AM Mar 19th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Segunda-feira? Lançarei mão do meu sapatenis predileto com textura "jacarandá da amazonia" e camisa ZARA. ABS VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11:50 AM Mar 23rd from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Censurar minhas palavras? talvez... Mas jamais poderão censurar meu bom gosto. Berço é berço... VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5:38 PM Mar 23rd from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;#business Entrei no TAXI e pedi: "Leblon por favor..." . Só agora percebi que estou em SP... rs. VF * Sent from my iPhone&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11:09 AM Mar 24th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Poucas coisas no mundo são tão prazeirosas quanto cheirar a rolha depois de abrir um bom vinho. #prontofalei VF&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3:19 PM Mar 25th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;#horadoplaneta Luz de velas e tochas de bambu premium em Paraty. A natureza completa com sua música. ABS VF * Sent from my iPhone&lt;br /&gt;&lt;em&gt;12:26 AM Mar 29th from web&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nem tudo é um mar de rosas. O Twitter não perdoa. A sagacidade em se tornar popular atrai, em contrapartida, coisas como o &lt;a href="http://twitter.com/ticosntacruz"&gt;@ticosntacruz&lt;/a&gt;. A única utilidade que o #fake do músico carioca tem de bom é ser um verdadeiro contraponto ao &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt;. O que abunda de fineza lá, aqui padece em piadinhas sem graça e através de comentários de extremo mal-gosto. Se o Vitão é a expressão materializada do existencialismo de Heiddeger, &lt;a href="http://twitter.com/ticosntacruz"&gt;@ticosntacruz&lt;/a&gt; é a encarnação #fake da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hannah_Arendt"&gt;Hannah Arendt&lt;/a&gt;, quando escrevia “As Origens do Totalitarismo”. Sigo, tenho que seguir, não posso nem bloquear, é meu trabalho. Contudo, nessas twittadas, em que o #fake quer fazer graça com protestos, eu respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;@ticosntacruz Que tal um protesto na Tijuca contra o @vitorfasano? Agora, vou sugerir pro Vitão um protesto na Barra contra o @ticosntacruz&lt;br /&gt;&lt;em&gt;11:47 AM Mar 26th from web in reply to ticosntacruz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando em &lt;a href="http://twitter.com/vitorfasano"&gt;@vitorfasano&lt;/a&gt; e Tico Santa Cruz, agora fiquei cabreiro. Minha mulher acabou de me ligar, colocou nosso nome na lista no &lt;a href="http://www.studiosp.org/"&gt;StudioSP&lt;/a&gt;, vamos assistir ao Heroes – em se tratando de transgenia, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Bowie"&gt;Bowie&lt;/a&gt;. Estou a repensar muito todo o meu trabalho mais uma vez. Inclusive, a garota. Será que ela não é um fake? #tostines. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-1335013637493238811?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/1335013637493238811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/1335013637493238811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/1335013637493238811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-8.html' title='Capítulo 8'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-2127872321472662578</id><published>2009-04-09T15:14:00.012-03:00</published><updated>2009-10-17T11:31:30.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='k - Capítulo 9'/><title type='text'>Capítulo 9</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Co-Worker&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma boa noite de amor, de sono e descanso. Um café da manhã forte e reforçado #sabordafazenda. Um dia radiante, ensolarado e de um clima ímpar. Xeque-mate. Não tem Twitter com os poderes de Greyskull que coloque fora dos trilhos uma vida novamente lapidada para o equilíbrio. #gatoguerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escritório – meu castelo de areia – o bem não venceu o mal, nem espantou o temporal. Vou de frenesi em twittadas, e antes que a garota aparecesse e me atormentasse, encontro uma mensagem diferente. Um pedido de tradução colaborativa para um texto jornalístico norte-americano. A menção era de &lt;a href="http://twitter.com/jasper"&gt;@jasper&lt;/a&gt; e dele também a campanha “&lt;a href="http://www.naozero.com.br/adote-um-paragrafo"&gt;Adote um Parágrafo&lt;/a&gt;” para onde o link apontava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci, com isso, um paradoxo: conteúdo bom faz você ficar muito tempo fora do Twitter. Eu passei a manhã inteira me aprofundando no trabalho de &lt;a href="http://twitter.com/jasper"&gt;@jasper&lt;/a&gt; – ou melhor, Juliano Spyer, profissional conhecido, entre outros, como historiador pela USP, especialista em mídias digitais e idealizador de importantes projetos de cross-media interativa. Ele partiu de um texto de Clay Shirky, com 31 parágrafos, sobre “a dificuldade dos veículos tradicionais de comunicação de entenderem o mundo pós-Web”. Sua proposta era que 30 pessoas adotassem um parágrafo, pois o dele – o primeiro e inaugural – custou-lhe apenas 5 minutos para traduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post no seu blog NãoZero destaca: “Não se preocupe se o seu inglês não é perfeito. A idéia é fazer algo que seja compreensível e não produzir um texto impecável. Para quem não lê inglês, isso será o suficiente.” Aproveitando a deixa, &lt;a href="http://twitter.com/jasper"&gt;@jasper&lt;/a&gt; dá dicas de tradutores e plataformas (GoogleDocs. PBwiki...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias vão se passando e o Twitter vai parecendo um chiclete que você mastiga há horas e perde o sabor #pingpong. No começo é legal, você faz bola, dentadura e não tira da boca. Mas depois não quer mais e, para não sujar a calçada, procura a primeira lixeira para cuspi-lo. O tweet de &lt;a href="http://twitter.com/jasper"&gt;@jasper&lt;/a&gt;, porém, trouxe-me ar puro para aquela atmosfera. Quando me preparava para RT “Adote um Parágrafo”, ele aparece com outro. “Leiam: '&lt;a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/"&gt;Para Entender a Internet&lt;/a&gt;' – (grátis) Ajude a divulgar! #e-book”. Clico no link e caio na página para download do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro logo nos primeiros capítulos do e-book o artigo “Co-Working”, de &lt;a href="http://twitter.com/phandl"&gt;@phandl&lt;/a&gt;. Ele explica o título dizendo se tratar de um “novo formato de relação entre profissionais liberais e empreendedores que trabalham em projetos independentes mas compartilham valores e convivem em espaços capazes de criar possibilidades de sinergia, troca de idéias e conhecimento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei mais uma manhã dispersiva em relação ao trabalho, pois o cockoo apitava meio-dia. Diga-se de passagem deixei tudo marcado no Delicious para que eu pudesse colaborar assim que sobrasse um tempinho. Espetacular essa ideia, é a cultura das legendas – agora bombardeada judicialmente pelas produtoras – estendida aos textos jornalísticos, literários ou científicos de qualidade. À tarde me concentrei na ripa, à noite aniversário de criança (filho dos nossos amigos), Twitter só no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui dar água ao bípede por volta das 10hs e meu espírito colaborativo floresceu. Chegou a vez de novos modelos que não somente os dos wikinomics: IBM, Graigslist, Linux, Sun Microsystems, InnoCentive, eBay, Procter &amp;amp; Gamble, ICICI bank, Eli Lilly, GlaxoSmithKline, entre outros. Temos que mostrar algo a mais do que bananas. Impetuoso, procuro os tweets de &lt;a href="http://twitter.com/jasper"&gt;@jasper&lt;/a&gt; e vou abrir meus favoritos. Para o meu espanto, o texto de Shirky já havia sido traduzido, tweets para o outro material já haviam sido postados. Desde então é uma luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu tente, não consigo pegar um parágrafo que seja para traduzir, quando olho no Twitter o texto já está transladado. Acontece que estou tentando fazer o seguinte jogo: assim que sai o pedido de tradução, se eu consigo vê-lo imediatamente, vou ao texto pego um parágrafo bem no meio e começo a traduzir. Tento ser rápido, pois só “adoto” o parágrafo quando estiver com o texto praticamente pronto. Não consigo. Aos 30 minutos do segundo tempo, quando vou adotá-lo, já não tem mais o parágrafo disponível e já estão quase todos traduzidos. Não sobra tempo nem para ler, agora, a versão em Português. É o tipo de frustração que me deixa feliz. O Twitter realmente serve para alguma coisa. #shaqoneil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me vi incapacitado, até o momento sejamos francos, de cuidar de um menor parágrafo abandonado, o trabalho colaborativo que aparecia bem na minha frente, ali, no Twitter era de fazer pegar balada no Baixo Augusta, o disciplinado e cristão jogador de futebol Kaká.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“#lulucampArq in RJ = voluntas DMs pls!” + link para o migre.me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? A doce garota quer voluntários para um #lulucamp de arquitetas no Rio de Janeiro? Pode parar a redonda que eu vou pular de finca. É muita martelada para uma cabeça só. Primeiro, porque tudo indica que ela não é um #fake. Segundo, isso é exatamente tudo o que eu imaginei um dia #roteiro #docegarotadotwitter. “Pode ser gente de qualquer área e de outra city :):)”. Quanta meiguice. Está explicado porque o Twitter tinha me levado até aonde eu estava. É assim que se faz um relacionamento, mesmo sendo platônico num primeiro momento. Enviei então a seguinte DM: “Conheço muito o Rio, estarei lá na data, posso ajudar, mande infos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei de guarda. Se ela aceitasse teria que me virar pra ir à cidade maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre evidentes e previsíveis devaneios, cai em reflexões sobre o tal trabalho colaborativo e recordei que um dos meus primeiros contatos no micro-blogging foi uma norte-americana, &lt;a href="http://appsapps.info/"&gt;April Russo&lt;/a&gt;, que trabalha no desenvolvimento de aplicativos para desktops e no suporte de softwares com a licença da Microsoft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just one a beautiful day, &lt;a href="http://twitter.com/app103"&gt;@app103&lt;/a&gt; tweeta “I need a small text file translated from English to as many languages as possible. &lt;a href="http://ff.im/-1eHso"&gt;http://ff.im/-1eHso&lt;/a&gt;” &lt;em&gt;8:28 PM Feb 26th from FriendFeed&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clico e vou para um texto em inglês num Bloco de Notas. É uma descrição, mesclada com um humilde tom de vendas de um aplicativo que ela havia desenvolvido o Lacuna Launcher. Li e constatei que se tratava de um projeto independente, coisa de quem trabalha na área e é dedicado a soluções. No caso dela, para desktops. Então, mandei um &lt;em&gt;reply&lt;/em&gt; perguntando se ela se interessava pela tradução em Português. “Portuguese would be awesome. Thanks! Details can be found here: &lt;a href="http://tinyurl.com/dxeguj"&gt;http://tinyurl.com/dxeguj&lt;/a&gt;”, respondeu-me &lt;a href="http://twitter.com/app103"&gt;@app103&lt;/a&gt; às 11h25, do dia 1° de março. E lá fomos nós:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;=============================================&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lacuna Launcher (ll)&lt;br /&gt;by App's Apps&lt;br /&gt;www.appsapps.info&lt;br /&gt;version: 1.0&lt;br /&gt;release date: 12-12-2008&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;=============================================&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lacuna Launcher é uma iniciativa no padrão donationware. Ou seja, o desenvolvimento dessa ferramenta depende muito da sua contribuição. Por isso, se você se identificar com essa proposta e a considerar útil, não deixe de nos ajudar. A sua colaboração é muito importante.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://donationcoder.com/donate/19278"&gt;http://donationcoder.com/donate/19278&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;=============================================&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você já pensou em ter maior controle sobre a maneira como seus aplicativos são abertos ou iniciados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...já pensou em poder controlar o tempo de abertura de seus aplicativos?&lt;br /&gt;...já pensou em separar essa abertura por intervalos?&lt;br /&gt;...já pensou em organizar a ordem em que os aplicativos serão abertos?&lt;br /&gt;...já pensou em abrir vários aplicativos com um único acesso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, agora você pode.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com Lacuna Launcher, você organiza um grupo de arquivos para serem abertos a partir de um único acesso. É só criar um .txt contendo os caminhos para todos esses arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível incluir aplicativos (.exe), acessos diretos (.lnk), acessos diretos a Internet (.url), imagens, música, filmes ou qualquer outro arquivo que esteja no seu sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil, apenas abra um arquivo “lista.txt” no Bloco de Notas e escreva uma lista com os caminhos dos arquivos que você quer abrir, um por linha. Adicione quantos caminhos você quiser, não há limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPORTANTE: Caso queira iniciar os arquivos com parâmetros em linhas de comandos, crie um acesso direto com os parâmetros adotados e use o caminho de acesso direto ao arquivo (.lnk) na lista, ao invés de um caminho direto ao aplicativo. As páginas web podem ser abertas através de arquivos .url.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando quiser abrir o grupo inteiro clique no arquivo ll.exe. Os arquivos selecionados serão abertos em sequência de acordo com a ordem definida na lista.&lt;br /&gt;Os parâmetros de linhas de comandos proporcionam maior controle sobre o tempo de abertura, além de oferecer a possibilidade de criar múltiplas listas e especificar quais devem ser utilizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"C:\Arquivos de Programa\Lacuna Launcher\ll.exe" "C:\Documents and Settings\Seu Nome\Meus Documentos\outra_lista.txt" 60 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte é o caminho para o Lacuna Launcher. A segunda, por sua vez, o caminho de acesso ao arquivo da lista que será utilizada. Ambas estão entre aspas e separadas por um único espaço. Em seguida, também separado por um espaço, vem o número representando o tempo (segundos) de espera que o Lacuna Launcher utilizará antes de iniciar a abertura dos arquivos da lista. Por último, o tempo (segundos) de intervalo definido para a abertura de cada arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o exemplo anterior, o Lacuna Launcher abrirá os arquivos e programas de “outra_lista.txt” depois de 60 segundos de espera, e contará com um intervalo de 10 segundos entre a abertura de cada arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível utilizar esse método em qualquer caixa de diálogos EXECUTAR, ou como meta para o acesso direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível também colocar um acesso direto com os parâmetros de linhas de comandos na sua pasta Iniciar, com os caminhos para todas os aplicativos que serão abertas na lista. Basta apagar todos os outros acessos diretos da pasta, deixando só o Lacuna Launcher. Esta utilidade permite detectar quando um aplicativo procura agregar-se a sua pasta Iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, você pode configurar múltiplas listas para diferentes tarefas e colocar os acessos diretos no seu desktop ou na barra de início rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que você tenha uma série de ferramentas que utiliza para realizar seus trabalhos particulares, como um job de webdesign, por exemplo. Com o Lacuna Launch você poderia criar, em .txt, uma lista com todos os caminhos para essas ferramentas: o programa de desenho, vários navegadores, etc. E acessar tudo isso com apenas um clique.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;=============================================&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pedi que &lt;a href="http://twitter.com/app103"&gt;@app103&lt;/a&gt; consultasse pessoas que, por ventura, conhecessem um pouco a língua portuguesa, para ver se a tradução estava de acordo, mandei também para um amigo desenvolvedor de softwares que elogiou e afirmou estar bem claro. Antes de ir para casa, leio o reply dela “Thank you for the translation. It is much appreciated.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse essa obsessão infantil e idiota pela doce garota que tivesse me deixando como um gráfico do Excel no Twitter. Me deixando cego, não fazendo ver, ou enxergar a realidade, me deixando bobo e submisso. Me iludi, perdi dinheiro, quase comprometi relacionamentos, família, afastei-me dos amigos e fiquei amargurado. O Twitter não, ele não tinha nada a ver com isso, era aquela garota, a mesma que eu esperava ansioso uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, como o trabalho colaborativo envolve momentos maduros como esse com April Russo, acreditei numa aproximação nesses moldes com a doce garota. Coisa adulta, sem qualquer comprometimento. Era disso que eu precisava: crescer, saber diferenciar o joio do trigo, não confundir as bolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de instalar o aplicativo do Twitter para o Gmail, divulgado pelo &lt;a href="http://twitter.com/ReneFraga"&gt;@ReneFraga&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://googlediscovery.com/"&gt;blog Google Discovery&lt;/a&gt;. Detalhe: só finalizei sua instalação depois de um tweet da &lt;a href="http://twitter.com/samegui"&gt;@samegui&lt;/a&gt; que foi muito didático. Não sou de aplicativos, sempre resultam em problemas – bug, vírus e outras incompatibilidades. Para quem gosta, a quantidade de apps para o Twitter é impressionante, acho que isso será utilizado como uma das principais propagandas para o &lt;a href="http://rubyonrails.org/"&gt;RubyOnRails&lt;/a&gt;. Temos o &lt;a href="http://twtapps.com/"&gt;Twtpool, Twtvite, TwtBiz, TwtQpon, TwtTRIP, Twtwlst, Twtcard, Twtpets&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.retweetrank.com/"&gt;Retweetrank&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://friendorfollow.com/"&gt;Friend or Follow&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twtrfrnd.com/"&gt;Twtrfrnd&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.digsby.com/"&gt;Digsby&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://nutshellmail.com/"&gt;NutshellMail&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ping.fm/"&gt;Ping.fm&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.tweetdeck.com/beta/"&gt;TweetDeck&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://friendfeed.com/"&gt;Friendfeed&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitterfox.net/"&gt;TwitterFox&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.atebits.com/tweetie-iphone/"&gt;Tweetie&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twibble.de/"&gt;Twibble&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitterholic.com/"&gt;Twitterholic&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitterscore.net/"&gt;TwitterScore&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twitresponse.com/"&gt;TwitResponse&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://useqwitter.com/"&gt;Qwitter&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitthis.com/"&gt;TwitThis&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitter.grader.com/"&gt;Twitter Grader&lt;/a&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa, chego em casa. Tomo um banho, faço um lanche, ligo o computador e acendo um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Partagas"&gt;Partagás&lt;/a&gt;. Me acalmo. Coloco &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)"&gt;Cartola&lt;/a&gt; no aparelho de som antigo para ouvir o chiado da agulha rasgando o sulco do vinil. Na primeira baforada, leio minhas DMs. Nada, além de um tal @olivnadi que me segue. Vacilei, deve ser @netopw em #fake. Amanhã é outro dia. #gotoworklazy. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-2127872321472662578?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/2127872321472662578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2127872321472662578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/2127872321472662578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-9.html' title='Capítulo 9'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-4707904775323205199</id><published>2009-04-09T12:59:00.005-03:00</published><updated>2009-10-17T11:32:04.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='l - Capítulo 10'/><title type='text'>Capítulo 10</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Welcome to the Twitter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda no banho o telefone toca. É a empresa. Depois de ler um resumo que fiz sobre o trabalho, eles fizeram suas considerações, apontaram os erros e acertos e estavam me encaminhando o pedido de correção e conclusão do job. Tomei café às pressas e sai para o escritório. Tirando os dias de macacoas, foi exatamente um mês de Twitter, talvez, num dos períodos mais interessantes da plataforma, pois envolveu o seu auge no meio &lt;em&gt;geek&lt;/em&gt;, depois a sua ascensão na mídia de massa e, por fim, a sua paulatina consolidação – que está em curso neste exato momento (principalmente, depois do tal &lt;a href="http://www.infohelp.org/danilo-salles/twitter-adicione-todos-seguidores-com-um-clique/"&gt;script dos milhões&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://twitter.com/DanSalles"&gt;Danilo Salles&lt;/a&gt;). Os relatórios estão bem abastecidos e para uma empresa que há 30 dias estava mais próxima de um cego em tiroteio, informações concisas não faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dar cabo ao fim do projeto, foi uma missão que consumiu dois dias de concentração e dedicação exclusiva. Fiquei afastado do Twitter nesse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já querendo me comportar como usuário e não como profissional, deixo &lt;em&gt;apps&lt;/em&gt; de lado, e vou disparando manualmente um ou outro tweet. Consulto &lt;em&gt;replies&lt;/em&gt; e DMs, respondo e sigo em frente. Tranquilo, volto às tarefas diárias e normais: supermercado, padaria, lavanderia, restaurante...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No domingo, depois do Globo Esporte, vou conversar com os passarinhos. Foi, então, que me defronto com a mensagem. “#lulucampArq !!! Sensacional + fotos (migre.me)”. Vou ao TwitPic e vejo o tal #lulucamp. A iniciativa resumiu-se a um encontro numa casa patrocinada por marcas ligadas aos setor de decoração e construção civil. Aconteceu palestras, degustações e mostra dos produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiz um &lt;em&gt;search&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;tag&lt;/em&gt; do evento. Mulher não é fácil, a doce garota descreveu toda a organização do encontro pelo Twitter e não poupou nem mesmos às críticas ferinas a determinadas participantes. “Foi bom, nos divertimos muito e conhecemos pessoas legais”, “Conversamos sobre Arq e Twitter”. Em seguida: “Mas tem cada pessoinha. Não dei nem papo”, “Gente baixa, classe ralé, quer ser chique”. E os &lt;em&gt;replies&lt;/em&gt; da melhor amiga: “Não dá para misturar, né?”, “Tem que selecionar melhor da próxima vez”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lendo tais comentários, voltei ao TwitPic para olhar as fotos. Pelo que eu pude entender, das 30 mulheres que compareceram, quatro eram bem diferentes. Todas estavam elegantéssimas, bronzeadas, cabelos brilhantes e sedosos, e mesmo uma idade maior aqui, ou uma gordurinha a mais ali, não encobriam o charme e a beleza que elas transbordavam – principalmente, através de sorrisos. No entanto, quatro delas aparentavam outro padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram duas mulatas, uma morena e uma branca. Elas estavam bonitas, bem-vestidas e bem-arrumadas, mas se diferenciavam das demais quanto ao estilo de suas roupas, bijuterias e maquiagens. Mostravam-se nitidamente serem mais simples, só isso. Nas oito fotos, sejam pousadas ou de interação, elas estavam uma ao lado da outra, sempre juntas, em um grupo. Procurei saber seus &lt;em&gt;nicks&lt;/em&gt; no Twitter e, por incrível, que pareça não achei. A doce garota subsidiou as legendas apenas com dados das outras 26, contando ela própria. Quem eram aquelas quatro? Não consegui saber. Inclusive, fui no Twitter e no TwitPic das outras participantes, nenhuma delas publicou uma foto que seja – a não ser de fundo ou raspão – com as quatro, ou qualquer uma delas, presente. Fiquei atônito, mas não quis colocar em pauta qualquer julgamento. Conheço meu senso de justiça, se aquela garota havia praticado tamanha descriminação, eu ficaria muito injuriado com ela e, provavelmente, duas vezes mais comigo. Quer dizer que você faz um evento, pede ajuda na internet, fica falando nisso o tempo todo, usando um pá-pá-pá danado, cheia de guéri-guéri, recebe o contato dos participantes e depois desdenha certas pessoas que participaram só porque elas são de uma classe social intitulada inferior? Não dá pra acreditar que era isso que eu estava presenciando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preferi desligar o computador a ficar ali. Fui dar uma volta, visitar sebos, sorver um cafezinho de coador na Dona Li, mandar umas baforadas na pracinha em frente à FNAC. Feliz, se pudesse estaria em família, como uma pessoa totalmente normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Início de semana, mil telefonemas, problemas, contas, e o tempo passa naquela velocidade furiosa e intempestiva. O nome que se dá ao efeito não me interessa, mas a forma como as coisas acontecem e as informações se cruzam nos deixa tonto só de querer entender. No Twitter, alguém – vejam como o entusiasmo de uma pessoa normal é diferente de um profissional – twittou um link chamado “Bem-vindo à Internet”. Fui para a página do &lt;a href="http://www.gardenal.org/blog/"&gt;Gardenal – Coletivo de jornalistas, escritores e artistas&lt;/a&gt;. E o post “Jornalista preguiçoso aprende como a internet funciona”, não recente, mas do dia 5 de fevereiro, dizia o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pesquei essa thread no fórum do Imdb:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Jornalista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Hello everyone. I am a British journalist looking for fans of the 2008 movie ‘Donkey Punch’ to tell me why they like it so much for a UK magazine (BT VISION) which has national distribution. I know some of you must like this film…I need approximately 90 words of comment telling me what’s so good about the film, and your name, age, occupation and small photo to be featured alongside your quote if you would like to be featured.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Many thanksWolfy Jones&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Usuário do fórum 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;If you’re supposed to be a journalist, you write it. Don’t come here and expect people to do your work for free. Fuck, maybe if you paid me, but then I would just lie and pick out all the things I kinda liked and said they where awesome. Go to facebook, find some random dude, and just make shit up.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Somebody pointed out ( a little suspiciously) that I am asking for a lot from people without showing any credentials.If you google my name, Wolfy Jones, you will find examples of my work online. I have written for British broadsheets and national magazines in the UK, which should be evident from the search.Please assure yourselves this is no scam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Outro usuário do fórum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;A Google search don’t mean anything, my name is Bill Gates, do a Google search and I’m sure you’ll find it.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais um usuário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;You can not be Bill Gates because I am Bill Gates. Please, don’t be Bill Gates when I am being Bill Gates. Thank you.&lt;br /&gt;UK journalist, feel free to quote me on that. You are welcome.&lt;br /&gt;Have you got a little bit of random internet rage my dear?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ainda outro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Yeah Wolfy, show us the money, or write your own fucking report, you lazy, scamming hack.&lt;br /&gt;Like most of us haven’t got nothing better to do, than DO someone else’s work for them. Nice try though, you cheap cunt.&lt;br /&gt;(PS: I read some of your articles and your writing is shit)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Último usuário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Welcome to the internet Wolfy.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É Wolfy não se preocupe, falta-lhe solidariedade? Estamos juntos, somos dois desafortunados da década de 1920, enfiados no que resta de um cabaré, ouvindo um pré-&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Waits"&gt;Tom Waits&lt;/a&gt;, bebendo uísque e dando colo às putas. Ninguém gosta da gente. #chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que você é mais imbecil. Eu também levei uns safanões assim, mas foi preciso, pois estava a trabalho e tinha que reunir registros do que eu estava afirmando ou negando. Agora, você... Caramba, ficasse quieto no primeiro comentário e desse um jeito de se virar. Aliás, quer saber de uma coisa? Na verdade, essa garotada tem razão, você é um baita de um folgado #xarop. Concordo com o Usuário 1, você quer que as pessoas trabalhem de graça para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei minha compaixão de lado com jornalista britânico. Até porque, não querendo generalizar, contar piada de gafe de jornalista é cair no óbvio, chutar cachorro morto. Não é de hoje que a profissão congrega uma lista de mal uso do ofício, do 4° poder, da tal Liberdade de Imprensa. Na web, não seria nem um pouco diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inclusive, em se tratando de comunicação o que mais me chamou a atenção no Twitter até agora não foi a imprensa, mas a propaganda, ou a falta dela. (São mais de 11hs, tenho obrigações, mas vou contornando tudo). Não estou falando em divulgar promoções no Twitter. Por exemplo, sorteio de ingressos para camarote vip no show da Madonna. Com Twitter ou sem Twitter, uma ação dessas tem sucesso em qualquer lugar #jesus. Não é o micro-blogging que vai ser o responsável direto em promovê-la. Sendo assim, o que é há de novo em propaganda no Twitter? #naomevenhacom#xtreme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem, pesquisando meus favoritos do Twitter encontro duas ações: uma recente da Heineken, outra de 2008, da LG celular. A cervejaria holandesa enviou para blogueiros e formadores de opinião um globo espelhado contendo um &lt;a href="http://www.contraditorium.com/2009/03/24/barrilzinho-usb-da-heineken-e-post-pago-sim/"&gt;barril de 5L&lt;/a&gt; da cerveja. Apesar de amplamente propagada pela blogosfera, tomei conhecimento da ação pelo Twitter. Por volta do dia 22/23 de março, não paravam os tweets sobre o tal barril. Uma avalanche digna de #horadoplaneta. E as frases que mais se viu foram “Eu não acredito!”, “Eu não acreditei!”, “Eu não estou acreditando!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, depois de tantos “Eu não acredito”, eu realmente acredito que a Heineken deva ter mandado junto com o brinde um roteiro da maneira como os blogueiros deveriam se comportar: “Vá ao Twitter e diga: Eu não acredito! + link para o seu post + post dizendo como foi o seu encontro com o brinde”. Eu procurei um blogueiro que tivesse devolvido o brinde, não achei. Encontrei, inclusive, um dizendo que a mãe ensinou-lhe: presente não se devolve. Nenhum blogueiro, pelo menos não vi, fez uma pesquisa de quanto custou essa peça por unidade e discutiu se aquilo estava compatível com seus princípios, vender um post por aproximadamente x reais. Aliás, além de vender um post, twittar, viralizar na internet e incrementar a marca se rolasse uma entrevista de quebra – assessoria de imprensa. Mas se alguém neste exato instante estiver se perguntando: se a Heineken gastou pouco, fez uma ação muito eficiente e conseguiu unificar um discurso, a campanha não foi um sucesso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero ser do contra, mas o que está em jogo não é inovações em marketing focado em branding? De acordo com o blog Adivertido esta ação foi parte de &lt;a href="http://adivertido.com/heineken-faz-acao-com-blogueiros-brasileiros/"&gt;uma campanha maior&lt;/a&gt; com “anúncios que vinham com porta copos destacáveis e outros que foram distribuídos com pulseiras removíveis, semelhantes às usadas em áreas Vips de baladas”. O blog comentou também o lançamento do aplicativo – qualificado pelo blogueiro como “super útil e funcional” – para iPhone “que informa localidades próximas a você, onde pode ser encontrado cervejas da marca, entre outras funções bem legais.” #jabacore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o: “UAU! Que ideia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou consumidor ávido de Heineken. Sem despeito, esperava mais. Não me despertou aquela coisa da magia, do “Nossa! Como a Fischer America pensou nisso!”. Sinceramente, EU NÃO ACREDITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A LG Celular não ficou atrás. Com a história da Heineken, o “&lt;a href="http://www.simviral.com/2008/04/safari-urbano-para-o-celular-lg-viewty-faz-barulho-na-rede/"&gt;Safári Urbano&lt;/a&gt;” em 2008 para promover um novo modelo de celular voltou à tona através dos tweets de &lt;a href="http://twitter.com/rafaelziggy"&gt;@rafaelziggy&lt;/a&gt;. O link vai para o seu blog, o SimViral, onde ele explica – num post de abril do ano passado – que a ação reuniu blogueiros e flickers. “A idéia foi fazer os participantes testarem todas as funcionalidades do celular em um tour inusitado por São Paulo.” Ainda segundo &lt;a href="http://twitter.com/rafaelziggy"&gt;@rafaelziggy&lt;/a&gt;, quem estava lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Do lado dos blogueiros Edney Souza, Fred, Ian Black, Guilherme Valadares, Thiago Mobilon, Gilberto Knuttz, Daniel Soares, Marisa Toma, Marco Gomes, Nick Ellis, Lalai, Juliana Alves, Marcos Donizetti, Cacau Calazans (obrigado pela foto) e Felipe. Já os flickers foram representados por Rodrigo Paoletti, Arthur Soares, Daniel Mitsuo, Grace Oda, Leonardo Matsuda e Murilo Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O roteiro foi o seguinte: passeio de helicóptero, jogo do São Paulo no Morumbi, 5 sorteados para bater penalti no intervalo do jogo e Bar da Brahma com petiscos e chopps por conta da LG. Ao final de tudo isso, cada um ganhou o celular que eles passaram o dia todo experimentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então vamos lá, qual é o contraponto dessa situação? Alternativas viáveis e construtivas? Não. Após essas ações, assim que vão para o ciberespaço, começam as discussões. Quem não é contemplado reclama ou elogia; quem é, só elogia. Existe agora uma super-defesa, desenterram &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADcero"&gt;Cícero&lt;/a&gt; para esses embates, a favor dos blogueiros e twitteiros, no sentido de abrandar os acordos comerciais que crescem assustadoramente nos últimos anos #caradepau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerveja, futebol e... Só faltou. Mas cá com meus botões eu penso. Porque as agências não exploram a tecnologia e o branding tocando no coração das pessoas? Muito melhor do que um barril de 5 L de cerveja seria a Heineken ter desenvolvido uma ação que trouxesse algum resultado efetivo para a esfera digital no Brasil #original. Se é para ser um jogo, porque não explorar o ciberespaço com algo mais criativo? Temos aí cineastas, teatrólogos, cientistas, artesãos, uma gama de pessoas que produzem algo realmente “de peso” e precisando de total apoio através desses meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Integre as plataformas colaborativas num projeto como esse, implemente mash-ups a torto e direita e aí, sim, veremos algo sustentável. Eu quero beber uma cerveja que seja honesta, que me envolva numa campanha séria e que me faça fazer parte de algo que seja realmente útil #serhumano. O mesmo posicionamento vale para a LG. Com tantas funcionalidades para um comunicador (telefone) e um equipamento de imagem (câmera fotográfica) o “Safari” visita o Morumbi e o Bar Brahma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Buzz até onde estudei, leio e releio até hoje é gerar boca-a-boca. Sendo assim, o sucesso de uma ação nesses parâmetros, ao meu entender, deve ser medido a partir da conversação em volume e a longo prazo. Essa manutenção – amarrar o consumidor à campanha – só é possível tocando no emocional, fazendo a pessoa chorar, seja de compaixão, felicidade ou euforia. Quer uma campanha bem sucedida no Twitter? É preciso que depois de executada você ouça “há meses não se fala em outra coisa. E a cada dia, é uma coisa nova”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tarde para o almoço, vou pegar a sobra quase às 15hs. Volto e quando olho no Twitter, vejo na lata, sem remorso, mais fotos do #lulucampArq. Nem um comentário, nenhuma menção às quatro mulheres não-identificadas. Entro pela primeira vez no blog da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De cunho pessoal, ela publica ideias, segredos e coisas como frases bem legais. Cheguei a ver o blog antes, só não parei pra ler. Engraçado a persuasão que um avatar me fez. A doce garota não era tão linda assim como eu imaginava. Na verdade, pelas imagens do #lulucamp era outra pessoa. As fotos do blog mostraram um mulher com a pele um pouco mais escura, com os olhos levemente puxados e uma boca pequena e um nariz bem grande. Agora, entendi o avatar. Ela se escondia como uma gueixa atrás do seu livro de cabeceira porque tinha trauma do seu nariz. #cyranodeBergerac. Pelos relatos, depois cruzei informações no Twitter, ela era de classe média alta em Curitiba. Divorciada, viveu no Rio por pouco tempo com o ex-marido. Arquiteta geek, liderava o grupo de profissionais na capital paranaense que lidavam com inovações tecnológicas. Organizadora do #lulucampArq elogiou a si mesma, falou muito bem do evento e destacou o caráter tweet do encontro. Não deixou, porém, de salientar o “ocorrido”. Das 15 convidadas da cidade maravilhosa, quatro eram desconhecidas e, identificadas como estudantes da Universidade Estácio de Sá, foram aceitas sem ressalvas – ao que tudo indica, a doce garota quis fazer volume. Moravam, no entanto, no Méier, eram alunas de uma ONG que trabalhava decoração e tecnologia em localidades desfavorecidas. Pelo jeito, estavam super satisfeitas de participar, mas a organizadora foi maldosa. Não divulgou o nome das participantes, teceu comentários preconceituosos e absurdos, além de colocar em pauta a discussão de como melhorar a segurança dos #lulucamp. Tudo isso, na maior diplomacia e certeza de que não fazia nada de errado, pelo contrário, de que – com a assertiva de seus contatos no Twitter – deveria ser um exemplo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase coloquei o almoço para fora. Tive nojo da doce garota. Aliás, doce nada. Perdi o encanto. Ela não passava de uma pessoa mesquinha, sem caráter, superficial e que exercita o que o espírito burguês tem de pior. Lição, era isso o que eu extraía do Twitter, um verdadeira lição. Nessa armadilha de rede social, não caio mais #saotome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, esquecemo-nos da questão pessoal e nos atentemos ao caráter da propaganda que, pessoalmente, agora é o que me interessa. E o #lulucampArq? Depois comecei a pensar no evento e voltei cruzar os tweets novamente. Fico sabendo que as marcas, três grandes, bancaram tudo. Apesar de tudo muito bonito – com arquitetura e decoração não poderia ser diferente –, e de ter sido mobilizado todo via Twitter, mais uma vez nada de novo. Além do que mais três marcas que queimaram o filme comigo e acredito que, provavelmente, com muita gente de coração que acompanhou, e acompanha, esses fatos. Marca é igual a fogo, com ela não se brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Yeh, Baby! Welcome to the Twitter. &lt;a href="http://www.naomiklein.org/no-logo"&gt;#nologo&lt;/a&gt; #maldicao.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-4707904775323205199?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/4707904775323205199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4707904775323205199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/4707904775323205199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-10.html' title='Capítulo 10'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3547399862892047438.post-3510734158746533451</id><published>2009-04-09T12:39:00.008-03:00</published><updated>2009-10-17T11:32:26.905-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='m - Capítulo 11'/><title type='text'>Capítulo 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Apenas uma garota&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Antes do Twitter uma dúvida pátria não me abandonava o peito: porque o imaginário coletivo brasileiro tem uma ligação tão forte com a personagem machadiana &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitu"&gt;Capitu&lt;/a&gt;? Mais de 100 anos se passaram desde que o fundador da Academia Brasileira de Letras apresentava esse tipo feminino pelas páginas de Dom Casmurro e até hoje ela é tema de filmes, minisséries, livros, teses, documentários, curtas e, agora, do Twitter.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O namoro da atriz Jennifer Aniston e o cantor John Mayer, por exemplo, chegou ao fim em razão do micro-blogging. Mayer só queria twittar, deixou a namorada em segundo plano e só pensava em atualizar a sua página. Ao fim do relacionamento, ele ainda twitta: "esse coração não veio com instruções". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vem o dilema: traiu ou não traiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estava a ruminar a respeito dessa coisa de nos apegarmos à avatares. No tudo, o que nos falta? Vivemos entre o paralelo do desejo e do ciúme, ora Casmurro, ora Capitu. Levamos tudo para esse tribunal de provas insustentáveis. Contudo, um relacionamento no Twitter é traição ou não?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eu sei distinguir: com &lt;a href="http://twitter.com/linnetwoods"&gt;@linnetwoods&lt;/a&gt; foi entretenimento, com &lt;a href="http://twitter.com/app103"&gt;@app103&lt;/a&gt; trabalho colaborativo e com outras apenas contato profissional. Mas se eu não falasse naquela garota quem saberia que eu havia sido tocado por aquele avatar? Eu poderia colocá-la apenas como um número a mais em gráficos, apenas como um componente de um texto, como referência de um tweet e, pronto, passaria despercebido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Ela foi apenas uma informação do meu relatório ou realmente um relacionamento efetivo? Porque, prestem atenção, foram cerca de 30 dias me envolvendo intensamente com ela, numa profundidade a perder de vista, uma fonte de inspiração para a composição mais introspectiva de &lt;a href="http://www.myspace.com/nickcaveandthebadseeds"&gt;Nick Cave&lt;/a&gt; #intomyarms. Começo, meio e fim, como todo relacionamento. É traição ou não é?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;A única marca desse romance: uma DM. Uma única DM que eu enviei. Que não é tão comprometedora assim. Aliás, não é. Estou só dizendo que conheço o Rio de Janeiro e que posso ajudar. Era um #camp a mais no meu trabalho. E deveria ser, a carga emocional quem direcionou fui eu, não existe nada além de uma questão profissional. Não recebi resposta, não mantive contato e nem interessado nisso mais eu estava. Pelo contrário, se possível queria mais era colocar um ponto final nesse assunto. Principalmente depois que ela usou algum maldito &lt;em&gt;script&lt;/em&gt; e saltou para 50.000 seguidores. #vulgaris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De fato, esse foi um dos piores momentos do Twitter, essa paranóia por um avatar que eu nem sabia quem era, que tratei como doce, mas que depois se mostrou ser pior do que &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Black_Dahlia"&gt;Black Dahlia&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Mas foi um lance bem Capitu mesmo, só aqueles olhos profundos e inexplicáveis do lado de fora. Me senti dono, Casmurro. E depois ao olhar para si, vi que tinha perdido a razão, que estava numa atmosfera metalingüística próxima a de Bentinho, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Bressane"&gt;Júlio Bressane&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A contrapartida da minha casa, minha família, me afundou nesse sentimento inescrupuloso de traição. Trai ou não trai? Apenas uma DM. Se eu não contasse, ninguém saberia, era caso passado, vencido. Eu trabalho há muito tempo em redes sociais, nunca tive esse tipo de problema, seja no Orkut, MySpace, Flickr ou MSN. Porque haveria de acontecer algum problema com o Twitter? Se eu não contar não teria nada, ninguém desconfiaria, não tem nenhum registro que me condene a não ser a minha consciência. Essa martelava sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enfim, superei essa downtempo só depois de entender porque o símbolo Capitu é marcante em todos nós brasileiros. É resultado de nossa herança cultural, da Punição Superior, do dedo que está sempre apontando para os nossos defeitos, para os nossos pecados, mesmo que eles não existam. A discussão em torno de Capitu é longa, mas esse impasse entre “foi, não foi” é o terror psicológico que alimenta quem se envereda pelas praias desertas e misteriosas. Uma imagem 48x48, em 900 bytes, e 140 caracteres podem dizer muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A DM está lá no &lt;em&gt;sentbox&lt;/em&gt;, não vou apagar, não há nada de comprometedor. Continua tudo como dantes no Quartel de Abrantes. Dou por encerrada a participação no Twitter no que diz respeito a esse job específico. Está finalizado, entregue e alegre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Antes do &lt;em&gt;sign out&lt;/em&gt;, porém, um &lt;em&gt;refresh&lt;/em&gt; e uma consulta nas mensagens diretas. “Oi, há tempos quero falar com você, mas estou tímida. Posso DMs?”. #docegarotadotwitter #atchim &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BeLZCy-_m3s"&gt;#flutter&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3547399862892047438-3510734158746533451?l=ainternetestagripada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/feeds/3510734158746533451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/3510734158746533451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3547399862892047438/posts/default/3510734158746533451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ainternetestagripada.blogspot.com/2009/04/capitulo-11.html' title='Capítulo 11'/><author><name>Luciano Bitencourt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01733890549897470635</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_9d03NFtnhPA/R_UemyLYMFI/AAAAAAAAACA/OjXMN2PhcqU/S220/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
